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Após derrota no Senado, Messias diz estar “em paz”
Publicado em 30/04/2026 11:33
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Após o Senado Federal rejeitar sua indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, fez um pronunciamento na noite desta quarta-feira (29), no qual afirmou estar “em paz”, agradeceu votos recebidos e disse encarar a derrota como parte de um processo democrático.

 

“Sou grato a Deus por ter chegado até aqui. Eu cumpri o meu desígnio”, afirmou Messias, ao se dirigir à imprensa logo após o resultado no plenário. O indicado destacou que participou de todas as etapas “de coração aberto” e afirmou ter sido submetido a meses de escrutínio antes da votação final.

 

A rejeição no Senado foi considerada histórica: por 42 votos contrários, 34 favoráveis e uma abstenção, o nome de Messias foi barrado — algo que não ocorria desde 1894, quando indicações foram rejeitadas ainda no governo de Floriano Peixoto.

 

 

Em sua fala, Messias afirmou respeitar integralmente a decisão do plenário e reforçou a soberania do Senado. “O plenário falou. Faz parte do processo democrático saber ganhar e saber perder”, disse.

 

O advogado-geral da União também afirmou que não é simples enfrentar uma derrota dentro de uma trajetória como a dele.

 

“Não é fácil para alguém com a minha trajetória passar por uma reprovação”, declarou. Ainda assim, disse não se abater com o resultado e afirmou que sua carreira não depende de cargos públicos.

 

“Sou servidor público de carreira concursado, não preciso de cargo para me sustentar ou ter qualquer benefício pessoal. Construí minha vida pelo estudo e pelo mérito”, afirmou.

 

O advogado-geral da União também fez referências pessoais e espirituais ao comentar a derrota. Disse acreditar que “a vida está nas mãos de Deus” e que cada trajetória segue um propósito. “Lutei o bom combate”, afirmou, ao dizer que não encara a rejeição como o fim de sua carreira pública.

 

Messias afirmou ainda ter sido alvo de tentativas de desgaste ao longo do processo, mencionando o que chamou de “desconstrução de imagem” durante os meses que antecederam a votação. Apesar disso, disse manter gratidão pela oportunidade concedida pelo presidente Lula (PT) e pelo apoio recebido de parte dos senadores.

 

A derrota no plenário veio poucas horas depois de uma aprovação apertada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), por 16 votos a 11, após cerca de oito horas de sabatina.

 

 

Com a rejeição, a indicação é arquivada e o governo terá de enviar um novo nome para a vaga aberta no STF com a saída de Luís Roberto Barroso. Até lá, a Corte segue com uma cadeira vaga.

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