
O endividamento das famílias brasileiras subiu para 49,9% em fevereiro, atingindo o maior patamar da série histórica do Banco Central (BC), iniciada em janeiro de 2005. Os dados divulgados nesta manhã (27) constam no “Relatório de Estatísticas Monetárias e de Crédito” da autarquia.

No cálculo, o BC considera o saldo das dívidas das famílias no mês de referência, neste caso fevereiro, em relação à renda disponível acumulada nos últimos 12 meses.
Excluindo os financiamentos imobiliários, o nível de endividamento chegou a 31,4% em fevereiro, com alta de 0,1 ponto percentual no mês, ante 31,3% em janeiro.
Segundo o BC, o comprometimento da renda das pessoas físicas também avançou no período e alcançou 29,7%. Se trata de alta de 0,2 ponto percentual no mês e de 1,9 ponto percentual em 12 meses.
Movimento semelhante foi registrado no comprometimento da renda das famílias sem considerar os financiamentos imobiliários, que passou de 27,2% em janeiro para 27,4% em fevereiro, também no maior nível da série.
Os dados do BC mostram ainda que 10,63% da renda das famílias é destinada ao pagamento de juros da dívida. Outros cerca de 19% são usados para amortização do principal.
O avanço do endividamento das famílias está no radar do governo Lula (PT), que trabalha na elaboração de um Desenrola 2.0, com possibilidade de renegociação de dívidas pela população a partir de recursos do FGTS.
