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‘Modus operandi’ contra Ramagem foi usado no caso Zambelli
Publicado em 22/04/2026 11:54
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O delegado da Polícia Federal (PF) Umberto Ramos, atualmente adido na embaixada do Brasil em Roma, coordenou a operação que identificou o paradeiro da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) na Itália. A informação foi divulgada pela GloboNews.

 

 

Zambelli deixou o Brasil após ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a mais de 10 anos de prisão. Desde então, passou à condição de foragida, foi presa por autoridades italianas em julho do ano passado, e o governo brasileiro já formalizou o pedido de extradição.

 

Segundo o relato do jornal, Ramos liderou pessoalmente as diligências em território italiano, com uma equipe reduzida, para identificar o local onde a ex-parlamentar estava. A ação incluiu a coleta de imagens e registros que foram reunidos em um dossiê encaminhado à polícia italiana, reforçando os elementos para sua localização e eventual prisão.

 

 

Antes de assumir o posto diplomático, o delegado chefiou a superintendência da PF no Amazonas, com atuação voltada ao combate ao crime organizado e a delitos ambientais.

 

Umberto Ramos é irmão do ex-deputado federal Marcelo Ramos (PSD-AM), que já ocupou a vice-presidência da Câmara dos Deputados.

 

A prisão de Zambelli em 2025 seguiu o mesmo “modus operandi” da prisão recente do também ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL) nos Estados Unidos: atuação direta de adidos da PF no exterior, em cooperação com autoridades locais.

 

Antes da prisão da ex-deputada, o embaixador Renato Mosca, sobrinho de Dilma Rousseff, afirmou que o Brasil mantinha contato com autoridades italianas “por meio de um adido da Polícia Federal” e que a embaixada dialogava com ministérios italianos, atribuindo a rapidez à “cooperação jurídica, judicial e policial”.

 

Ramos já estava plenamente instalado na Itália ao menos desde outubro de 2024 em Roma, quando participou de agenda oficial com o diretor-geral Andrei Rodrigues e o embaixador Renato Mosca.

 

Antes da captura de Zambelli, também houve movimentação política italiana contra a ex-parlamentar. O deputado Angelo Bonelli, de esquerda, acionou o Parlamento e afirmou ter recebido o endereço de Zambelli no dia da prisão, repassando a informação à polícia local. Segundo o relato, houve atuação conjunta entre polícia, diplomacia e agentes políticos.

 

 

 

A representação internacional da Polícia Federal

A PF mantém presença em 22 países através de Adidâncias e Oficialatos de Ligação. Essa rede foi expandida pelo Decreto nº 12.337/2024, visando o combate ao crime organizado transnacional e o fortalecimento da cooperação jurídica.

 

LISTA DE REPRESENTANTES ATUAIS:

 

*AMÉRICA DO SUL

Argentina (Buenos Aires)

Adido Policial: João Vianey Xavier Filho (Delegado)

Adido Adjunto: Alexandre Finkelstein (Agente)

Oficial de Ligação (Interpol): Bruno Malvaccini D’Almeida e Mendes (Agente)

Paraguai (Assunção)

Adido Policial: Richard de Araújo (Delegado)

Adido Adjunto: Roberto Biasoli (Delegado)

Bolívia (La Paz)

Adido Policial: Luiz Claudio Portella (Delegado)

Colômbia (Bogotá)

Adido Policial: Bruno Martins (Delegado)

 

*AMÉRICA DO NORTE E EUROPA

Estados Unidos (Washington D.C.)

Adido Policial: Luiz Roberto Ungaretti de Godoy (Delegado)

Adido Adjunto: Felipe Alkmin dos Santos Lima (Delegado)

França (Paris)

Adido Policial: Emerson de Almeida Ferreira (Delegado)

Portugal (Lisboa)

Adido Policial: Rejane Pimentel (Delegada)

 

 

Conforme o Regimento Interno da PF e normas do MJSP, as funções são distribuídas da seguinte forma:

Adido Policial (Delegado de Classe Especial): Atua no assessoramento direto à Embaixada, inteligência estratégica e interlocução política com autoridades estrangeiras. Não possui poder de polícia executiva em solo internacional.

 

*Adido Adjunto: Suporte técnico-operacional ao Adido, focado na gestão de informações e fluxos de trabalho da unidade.

 

*Oficial de Ligação: Atua em missões específicas ou junto a organismos internacionais (Interpol/Europol), facilitando a troca rápida de dados sobre foragidos e crimes transfronteiriços.

 

Os servidores designados para o exterior possuem regime de dupla subordinação:

 

Administrativa: Ao Chefe da Missão Diplomática (Embaixador).

Técnica: À Coordenação-Geral de Cooperação Internacional (CGCI/DIREX/PF).

Países autorizados para novos postos: Alemanha, Austrália, Áustria, Emirados Árabes Unidos, Equador, Índia, Panamá e Suíça.

 

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