
A assistência médica destinada a senadores e ex-senadores consumiu R$ 314 milhões em 12 anos. O benefício atende parlamentares, ex-parlamentares e dependentes. Entre os atendidos estão Fernando Henrique Cardoso (FHC), José Sarney, Eduardo Suplicy, Fernando Collor e Marta Suplicy.
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Os dados foram levantados pelo site Gazeta do Povo com base em dados do Plano de Saúde do Senado Federal.
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino teve acesso ao plano após permanecer 21 dias no Senado, em 2023. Ele se licenciou para assumir o Ministério da Justiça e, meses depois, deixou o cargo para integrar o Supremo. Também utilizam o benefício o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o senador Flávio Bolsonaro.
Ex-governadores, cerca de 50, mantêm acesso ao plano como ex-senadores, conforme legislação aprovada pelo Congresso. O benefício é vitalício e inclui cobertura internacional, UTI aérea e atendimento em hospitais como Sírio-Libanês e Albert Einstein. Ao todo, o plano atende 564 usuários, entre senadores, ex-parlamentares e dependentes.
A lista inclui nomes com altos rendimentos: Aloizio Mercadante, presidente do BNDES, recebe R$ 117 mil mensais e destina R$ 6,4 mil ao plano. Jorge Viana chegou a acumular R$ 143 mil mensais com aposentadoria, pensão e salário.
José Sarney soma rendimentos de aposentadoria, pensão e cargo público que totalizam mais de R$ 90 mil e Eduardo Suplicy acumula cerca de R$ 80 mil mensais entre aposentadoria e salário como deputado estadual.
Ao site, o Senado afirmou que “todos os beneficiários contribuem com mensalidades, incluindo senadores, dependentes, ex-senadores e cônjuges”.
Os valores cobrados são baixos em relação à cobertura. Um senador com cônjuge paga cerca de R$ 600 por mês. Para filhos, o valor pode chegar a R$ 1,2 mil, e para pais, cerca de R$ 1 mil.