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Acordo enterra PL da misoginia na Câmara
Publicado em 08/04/2026 12:03
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O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que o projeto conhecido como “PL da misoginia” não deve avançar na Câmara neste ano.

 

Deputados da oposição comemoram aprovação do projeto. Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados

Segundo ele, a decisão foi tomada em reunião de líderes e prevê que a proposta não entre em pauta até o período eleitoral.

 

“Hoje, na reunião de líderes, ficou decidido que o PL da misoginia não vai entrar esse ano, até pelo menos a época das eleições”, disse.

 

 

A proposta foi aprovada pelo Senado em março e aguarda análise da Câmara. O texto inclui a misoginia na Lei do Racismo e prevê pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.

 

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que o tema não será pautado antes das eleições.

 

 

Nos bastidores, a decisão ocorreu após acordo entre líderes partidários. O conteúdo do entendimento não foi detalhado.

 

Parlamentares contrários ao texto apontaram críticas ao alcance da proposta.

 

Nikolas Ferreira afirmou que a medida pode ser usada para restringir manifestações.

 

“Essa lei […] é um instrumento extremamente subjetivo para poder silenciar as outras pessoas”, disse.

 

Ele também questionou possíveis interpretações da norma:

 

“Rebaixar mulheres ao termo ‘pessoas que gestam’ também seria considerado misoginia?”

 

Com a decisão, o projeto permanece fora da pauta, sem previsão de votação antes das eleições.

 

O deputado Gustavo Gayer (PL-GO) também comentou a decisão e afirmou que o projeto não deve avançar.

 

“[…] não poderia levar adiante mais uma censura, um projeto de lei para censurar o povo brasileiro”, disse.

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