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IBGE: Brasil registra maior inflação para abril desde 2022
Publicado em 12/05/2026 11:48
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A inflação oficial do Brasil subiu 0,67% em abril, pressionada pela alta dos alimentos, combustíveis, energia elétrica e medicamentos. Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

 

Apesar da desaceleração em relação aos 0,88% registrados em março, o resultado é o maior para abril desde 2022, quando o IPCA ficou em 1,06%.

 

No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 4,39% entre maio de 2025 e abril de 2026, aproximando-se do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. Em abril do ano passado, o acumulado era de 5,53%.

 

 

Os combustíveis puxaram parte da pressão inflacionária. O subgrupo avançou 1,8% em abril, influenciado pelas altas da gasolina (1,86%), do diesel (4,46%) e do etanol (0,62%).

 

Segundo o IBGE, o avanço está ligado à disparada do petróleo provocada pelo bloqueio do Estreito de Hormuz, rota responsável pelo escoamento de cerca de 20% do combustível mundial.

 

No acumulado de 2026, os combustíveis veiculares já subiram 8,11%, com destaque para o diesel (19,87%), gasolina (8,08%) e etanol (5,63%). O gás veicular caiu 5,06% no período. Em 12 meses, os combustíveis acumulam alta de 6,67%.

 

A alimentação no domicílio avançou 1,64% em abril. As maiores altas vieram da cenoura (26,63%), leite longa vida (13,66%), cebola (11,76%), tomate (6,13%) e carnes (1,59%). Café moído (-2,3%) e frango em pedaços (-2,14%) registraram queda.

 

A alimentação fora de casa subiu 0,59%, com desaceleração dos lanches e aceleração das refeições na comparação com março.

 

O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, atribuiu parte da pressão ao clima seco e à redução da oferta de alimentos.

 

“No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos”, afirmou.

 

Os medicamentos também pressionaram o índice após reajuste autorizado pelo governo. Os preços subiram 3,81% em abril, refletindo a permissão para aumento de até 5,09% nos remédios a partir de 1º de abril. O grupo de saúde e cuidados pessoais avançou 1,16% no mês.

 

 

O gás de cozinha ficou 3,74% mais caro, enquanto a energia elétrica subiu 0,72%, influenciada por reajustes em concessionárias do Rio de Janeiro e de capitais como Salvador, Recife, Aracaju e Fortaleza.

 

O IPCA mede a inflação oficial do país com base no consumo de famílias com renda entre um e 40 salários mínimos. O índice considera preços de 377 produtos e serviços em regiões metropolitanas e capitais brasileiras.

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