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BC diz que Master não comprovou aval do FGC em venda ao BRB
Por Silvio Cassiano - SiCa
Publicado em 26/03/2026 11:42
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O contrato de venda do Banco Master ao Banco de Brasília (BRB) apresentado ao Banco Central (BC) previa que o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) emitisse manifestação formal atestando a inexistência de riscos futuros. No entanto, nenhum documento comprovando essa condição foi apresentado nos autos do processo, segundo o BC.

 

Edifício do Banco Central. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

A informação consta em documentos do Tribunal de Contas da União (TCU), divulgados após decisão da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

 

 

“A Autarquia relata que solicitou o dimensionamento dessa exposição a riscos e informações sobre possíveis formas de mitigação. Nas respostas, segundo o BCB, o BRB citou cláusula de indenização contratual e retenção de 50% do preço como garantia, além de afirmar que seria obtida manifestação do FGC atestando a inexistência de riscos sucessórios. Contudo, o Banco Central registra expressamente que não foi trazido aos autos do processo qualquer documento nesse sentido”, diz o documento.

 

A operação foi barrada pelo BC em setembro, após avaliação de riscos ao sistema financeiro.

 

 

Segundo os registros, a autoridade monetária pediu informações detalhadas sobre a exposição a riscos e medidas de mitigação. Em resposta, foram citadas cláusulas contratuais e retenção de parte do valor da operação, além da previsão de manifestação do FGC.

 

“A análise da Autarquia conclui que a dimensão dessa exposição a riscos era relevante e estava muito acima do valor de 50% do preço a ser pago pelo BRB, que seria retido nos anos iniciais, ou seja, não foram apresentadas estratégias de mitigação minimamente suficientes a dar segurança à operação, diante dos mais de R$ 50 bilhões de passivos envolvidos”, destacou o BC.

 

O Banco Central também registrou que não havia documentação formal que comprovasse as garantias apontadas, deixando a operação sem respaldo considerado adequado.

 

A instituição enfrentava crise de liquidez e teve a liquidação extrajudicial decretada em novembro de 2025. Antes disso, a venda ao BRB foi cogitada como alternativa para reorganização financeira, mas não avançou diante dos riscos e da falta de garantias.

 

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