
O governo federal enviou ao Senado levantamento com países inadimplentes com o Brasil em operações de crédito à exportação. O documento reúne dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Ao todo, 15 países reconhecem as dívidas, mas não efetuam pagamento há quase 2 décadas. Pela legislação, estão impedidos de obter novos financiamentos públicos brasileiros.
A lista inclui Antígua e Barbuda, Bolívia, Congo-Brazzaville, Cuba, El Salvador, Gana, Guiné, Guiné-Bissau, Mauritânia, Moçambique, Nicarágua, São Tomé e Príncipe, Senegal, Venezuela e Zimbábue.
A maior dívida é da Venezuela, superior a US$ 6 bilhões (cerca de R$ 32 bilhões), ligada a financiamentos concedidos a partir de 2008 para obras de infraestrutura executadas por empreiteiras brasileiras.
Cuba também aparece entre os maiores devedores, com passivo acima de US$ 800 milhões (R$ 4,2 bilhões), incluindo recursos destinados à construção do porto de Mariel.
Os financiamentos fazem parte da política de apoio à exportação de bens e serviços, com garantias dos países contratantes. Não há expectativa de recuperação dos valores concedidos aos países comuno-socialistas.
Quando não há pagamento, o Tesouro Nacional cobre os prejuízos por meio de mecanismos como o seguro de crédito à exportação, o que acaba transferindo os custos aos brasileiros. O total do calote se aproxima de US$ 10 bilhões, cerca de R$ 53 bilhões.
