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BC: Guerra no Oriente Médio exige política de juros restritiva
Publicado em 24/03/2026 12:11 • Atualizado 24/03/2026 12:14
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O Banco Central (BC) afirmou nesta manhã (24) que a guerra no Oriente Médio piorou o cenário para a inflação e exige a manutenção dos juros em nível restritivo. A avaliação está na ata da última reunião do Copom, quando a taxa Selic foi reduzida de 15% para 14,75% ao ano, o 1º corte em quase 2 anos.

 

 

De acordo com a autarquia, o conflito dos EUA e Israel contra o Irã elevou o preço do petróleo e afetou as expectativas de inflação. “As expectativas de inflação, medidas por diferentes instrumentos e obtidas de diferentes grupos de agentes, que seguiam em trajetória de declínio, subiram após o início dos conflitos no Oriente Médio, permanecendo acima da meta de inflação em todos os horizontes”, diz a ata.

 

Diante disso, o BC indicou que o ciclo de cortes de juros pode ser mais lento. “Mantém-se, de um lado, a interpretação de uma inflação pressionada pela demanda e que requer uma política monetária contracionista e, de outro, a interpretação de que a política monetária tem contribuído de forma determinante para a desinflação observada”, afirmou na ata.

 

 

Diferentemente de reuniões anteriores, o Copom não sinalizou próximos passos para a Selic: “Mantido o compromisso fundamental de garantia da convergência da inflação à meta dentro do horizonte relevante para a política monetária […], o Comitê estabeleceu que a magnitude e a duração do ciclo de calibração serão determinadas ao longo do tempo”.

 

Na ata, o BC destacou também que o ambiente externo “tornou-se mais incerto, em função do acirramento de conflitos geopolíticos no Oriente Médio”: “Tal cenário exige cautela por parte de países emergentes em ambiente marcado por elevação da volatilidade de preços de ativos e commodities”.

Pelo sistema de metas, o BC ajusta os juros conforme as projeções de inflação. A meta contínua é de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%.

 

A autoridade monetária também reforçou que decisões sobre juros olham para o futuro, já que os efeitos da Selic levam de seis a 18 meses para impactar a economia. No cenário atual, o BC projeta a convergência da inflação mirando o 3º trimestre de 2027.

 

Sobre a atividade econômica, o BC apontou desaceleração, apesar de um mercado de trabalho ainda resiliente. Na avaliação da instituição, a política fiscal tem impacto de curto prazo ao estimular a demanda e também influencia expectativas sobre a dívida pública, pressionando juros futuros.

 

“O cenário atual, caracterizado por forte aumento da incerteza, o exige serenidade e cautela na condução da política monetária, de forma que os passos futuros […] possam incorporar novas informações”, finalizou a autarquia.

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