
O secretário-geral da Otan, Mark Rutte, afirmou que um grupo de 22 países prepara uma iniciativa para reabrir o Estreito de Ormuz e garantir a livre navegação. A coalizão reúne membros da aliança militar ocidental e aliados do Oriente Médio, Ásia e Oceania.

O estreito, por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial, está fechado pelo Irã desde o início da guerra com os EUA e Israel, em 28 de fevereiro.
“Desde quinta-feira, um grupo de 22 países está se unindo para garantir que o Estreito de Ormuz seja livre e reaberto o mais rápido possível. (…) O que precisamos fazer é trabalhar juntos”, afirmou Rutte em entrevistas à mídia dos EUA no domingo (22).
O secretário-geral da Otan não detalhou como a reabertura ocorreria na prática. A presença de forças militares adicionais na região pode ampliar o risco de escalada do conflito no Oriente Médio.
Em entrevistas à Fox News e à CBS, Rutte disse que os países estão alinhados para “atender ao chamado” de Donald Trump e “implementar a visão” do presidente norte-americano. Segundo ele, autoridades militares dos 22 países já coordenam o planejamento da ação.
Entre os integrantes confirmados estão: Estados Unidos, Reino Unido, França, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia.
A declaração ocorre após críticas de Trump a aliados da OTAN que resistiram, inicialmente, ao envio de navios militares para libertar Ormuz.
