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Ex-presidente da RioPrev atribui à corretora aportes de R$ 510 mi no Master
Publicado em 20/03/2026 13:03
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Em depoimento prestado antes de sua prisão pela Polícia Federal (PF), o ex-presidente da RioPrevidência Deivis Marcon Antunes atribuiu à corretora Planner aportes de R$ 510 milhões do fundo no Banco Master, de Daniel Vorcaro. A informação é do Estadão.

 

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De acordo com o jornal, que teve acesso ao depoimento, Antunes “negou ser o responsável pelos aportes e disse que a responsabilidade é da diretoria de investimentos da RioPrevidência”.

 

A Planner disse ao Estadão, em nota, que a decisão de investir é dos próprios investidores e que opera para todos os seus clientes “dentro das absolutas regras do mercado”.

 

 

O depoimento de Antunes reforça o elo entre os aportes da RioPrev e a corretora, que não é investigada pela PF, mas guarda relações com personagens e investimentos ligados ao caso Master. A corretora teve Maurício Quadrado como sócio até 2020. Depois, ele se associou a Daniel Vorcaro no Master. Mais tarde, deixou a instituição do banqueiro.

 

O depoimento do ex-presidente da RioPrev foi prestado à Polícia Civil do Rio de Janeiro. Antunes disse, de acordo com O Estadão, que a Planner se credenciou no fundo de aposentadoria dos servidores do Estado do Rio e que tinha a função de “custódia de títulos e compra e venda de títulos”. Ele afirmou também que a empresa realizou “quatro operações com o Banco Master”.

 

Antunes disse ainda que, quando surgiram notícias das dificuldades financeiras do Master, em setembro de 2025, a RioPrev cobrou do banco a devolução dos valores investidos ou novas garantias. O Master, então, ofereceu precatórios equivalentes a R$ 1,2 bi. O banco, porém, foi liquidado e a operação nunca se concretizou.

 

Em pelo menos dois trechos do depoimento, segundo o jornal, Antunes afirmou que a escolha dos investimentos não passava por uma decisão da presidência, mas sim da diretoria de investimentos, então ocupada por Eucherrio Lenner, que também é investigado pela Polícia Federal (PF). 

 

Antunes foi preso em 3 de fevereiro por agentes da PF e da Polícia Rodoviária Federal. Ele foi detido após desembarcar no Aeroporto de Guarulhos, quando tentava seguir para o Rio de Janeiro.

 

O ex-presidente da RioPrev não embarcou na conexão prevista para o Galeão, alugou um carro, seguiu pela Rodovia Dutra e foi preso em Itatiaia (RJ), a cerca de 200 quilômetros de São Paulo.

 

 

Ele havia deixado o cargo em 23 de janeiro, após a deflagração da Operação Barco de Papel, que apura suspeitas de gestão fraudulenta, desvio de recursos e corrupção no sistema previdenciário do estado.

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