
O petista Fernando Haddad confirmou sua saída do Ministério da Fazenda durante discurso na cerimônia de lançamento da 17ª Caravana Federativa, em São Paulo (SP), realizada na tarde de ontem (19). Dario Durigan, número 2 da pasta, assume em seu lugar.
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“Hoje, para mim, é um dia especial, um dia em que eu estou deixando o Ministério da Fazenda”, afirmou Haddad no começo do discurso. Ele disse ainda que se reuniu com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, e Hugo Motta, presidente da Câmara, “para agradecer o empenho que foi feito pelo Congresso Nacional em aprovar as medidas econômicas necessárias para trazer o Brasil até aqui”.
O agora ex-ministro também agradeceu aos prefeitos e governadores do Brasil, pois, “sem o Pacto Federativo ter sido recuperado, nós não teríamos chegado até aqui também”.
“Era muito difícil, nas condições econômicas herdadas, a gente conseguir crescer, fazer a economia crescer o dobro da média dos 10 anos anteriores a 2023, como nós conseguimos”, afirmou o petista.
“Era muito difícil reduzir o desemprego ao mais baixo índice da série histórica do IBGE. Era muito difícil conseguir, numa inflação acumulada em quatro anos, de 2023 a 2026, alcançar a menor taxa de inflação acumulada no mandato, como nós estamos conseguindo agora”, completou Haddad em discurso.
Ele deixa o governo Lula (PT) para disputar o governo de São Paulo (SP) nas eleições deste ano, que acontecem em outubro. Na noite de ontem (19), o agora ex-ministro da Fazenda foi anunciado pelo PT como pré-candidato e afirmou que disputa eleição “para ganhar”.
“Você pode ter derrota eleitoral em qualquer eleição, mas uma derrota política nunca pode ter. A maneira correta é ir para o embate, mas saber de que lado você estará”, afirmou Haddad em evento no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, na Grande São Paulo.
Durante discurso, o ex-ministro disse também que é “muito importante” que o PT “reapresente o presidente Lula para o Brasil e o mundo como a voz da ponderação, da sensatez, da igualdade, do combate à fome e do desmatamento”.
“O Brasil precisa do presidente Lula, os trabalhadores precisam do presidente Lula”, afirmou o pré-candidato ao governo de SP, destacando ainda que não disputa “eleição para barganhar”.
“Eu disputo eleição para ganhar. A vitória política é sempre possível, basta se apresentar de cara limpa, com bom projeto”, completou.