
Preso pela Polícia Federal (PF) na nova fase da Operação Sem Desconto, o empresário Natjo Pinheiro Lima mantém contrato de R$ 750 mil com o Ministério da Defesa. O acordo foi firmado com o governo Lula (PT), sem licitação, em agosto de 2023 e segue válido até novembro de 2028.
Natjo foi detido na última terça-feira (17) no âmbito da “Farra do INSS”. Segundo o site Metrópoles, a empresa Total Saúde Clínica e Laboratório Ltda, comandada por ele, presta serviços ao Hospital Geral de Fortaleza, atendendo militares do Exército.
Além desse contrato, outras empresas ligadas ao empresário receberam recursos federais. A Total Empresa Simples de Crédito foi beneficiada com R$ 59 mil. A Fattor Participações e Construções Ltda recebeu R$ 383, enquanto a Max Serviços e Processamento de Dados Cadastrais Ltda obteve R$ 1,7 mil.
De acordo com investigações da Polícia Federal (PF), Natjo é um dos líderes do “núcleo cearense” responsável por descontos indevidos em aposentadorias e pensões e atuaria em conluio com servidores do INSS. O prejuízo no Ceará pode ultrapassar R$ 450 milhões, segundo o site.
Dados de quebra de sigilo indicam que o empresário movimentou ao menos R$ 1,11 bilhão entre 2023 e 2025. As informações foram enviadas pela Receita Federal à CPMI do INSS.
As investigações também apontam a ligação de Natjo com a advogada e ex-servidora do INSS Cecília Rodrigues Mota. Ele recebeu pagamentos dela e realizou ao menos 15 viagens internacionais em sua companhia.
