
A defesa de Jair Bolsonaro (PL) apresentou nesta manhã (17) novo pedido ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes para concessão de prisão domiciliar humanitária. Ele está internado no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar uma pneumonia bacteriana bilateral.

Os advogados citam “a gravidade e a rápida evolução do quadro clínico” do ex-presidente. Segundo a defesa, “o que se passa a examinar, portanto, não mais se refere a hipóteses abstratas ou de risco meramente projetado, mas sim de concretização de evento clínico grave, compatível com as advertências médicas que vinham sendo reiteradamente apresentadas nos autos”.
O pedido inclui relatório médico atualizado da equipe responsável pelo acompanhamento de Bolsonaro, que, segundo os advogados, aponta risco de novos episódios como o que levou à internação.
A defesa reconhece que a estrutura montada na Papudinha é adequada, mas afirma que isso não elimina a fragilidade clínica do ex-chefe do Executivo:
“A partir desse dado objetivo, verifica-se que a permanência do peticionário [Bolsonaro] no atual ambiente de custódia expõe o quadro clínico a um risco progressivo, na medida em que a ausência de vigilância contínua e de intervenção imediata favorecem a repetição de eventos semelhantes, com potencial de maior gravidade, especialmente em cenário de comorbidades múltiplas e já documentadas”.
Os advogados ainda afirmam que Bolsonaro precisa de “monitoramento clínico frequente” e que o quadro do ex-presidente é “marcado por histórico de pneumonias aspirativas recorrentes, refluxo gastroesofágico persistente, apneia obstrutiva do sono grave, instabilidade postural e uso contínuo de múltiplas medicações”.
O último boletim médico de Bolsonaro, divulgado ontem (16), afirma que ele “apresentou melhora clínica e laboratorial nas últimas 24 horas, com recuperação da função renal e melhora parcial dos marcadores inflamatórios”. O documento diz que o quadro é resultado da “resposta favorável à antibioticoterapia instituída”.
