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Governo petista da Bahia pagou quase R$ 50 mi ao Master
Publicado em 16/03/2026 11:10
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O governo da Bahia, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT), realizou 207 pagamentos ao Banco Master, de Daniel Vorcaro, entre 2023 e fevereiro de 2026. Os repasses somam R$ 49,2 milhões. Os dados são do Portal da Transparência do estado e foram divulgados pelo jornal O Globo.

 

 

A maior parte dos pagamentos ocorreu em 2024. Somente naquele ano, foram pagos R$ 47,4 milhões em operações relacionadas à antecipação de valores de precatórios do Fundef.

 

Os precatórios do Fundo de Desenvolvimento da Educação Fundamental (Fundef) são valores oriundos de decisão judicial em que a União foi condenada a pagar complementações de recursos do fundo a estados e municípios. A condenação ocorreu após erro de cálculo no Valor Mínimo Anual por Aluno (VMAA) durante a vigência do fundo (1997 a 2006).

 

 

Em nota enviada ao jornal, o governo baiano afirmou que os pagamentos não representam contratação direta com a instituição financeira. Segundo a gestão estadual, os valores estão ligados a antecipações feitas por servidores da educação que têm direito aos precatórios do Fundef.

 

“A lei permite ao servidor antecipar o crédito com instituição financeira credenciada, por cessão do direito de recebimento e sem intervenção do estado que se limita ao pagamento das parcelas do acordo”, diz trecho do comunicado.

 

A nota também afirma que os recursos são direcionados à instituição escolhida pelo próprio servidor:

 

“Os valores antecipados são direcionados à instituição que passou a ser titular do crédito, conforme escolha do servidor. O referido banco se credenciou e foi autorizado pelos servidores a receber os respectivos créditos. O credenciamento é público, segue critérios de controle externo e permanece aberto a novas instituições que atendam às regras, sendo praticado também em outras unidades da federação conforme a lei”.

 

O Master é ligação ao PT da Bahia por meio do empresário Augusto Lima, também conhecido como Guga Lima. Ele era responsável pela área de crédito consignado do banco, com o CredCesta representando cerca de 50% do faturamento da instituição.

 

Em 2020, Lima entrou na sociedade do banco de Vorcaro, então chamado Banco Máxima, levando o CredCesta como principal ativo.

 

 

Em maio de 2024, ele deixou o Master. No ano seguinte, recebeu autorização do Banco Central (BC) para adquirir o Banco Voiter, posteriormente renomeado Banco Pleno. A instituição passou a concentrar operações de crédito consignado, incluindo o CredCesta, com aporte de cerca de R$ 160 milhões.

 

Mais de 250 mil contratos de consignados vinculados ao Master apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.

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