
A base do governo petista na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS rejeitou, na manhã desta quinta-feira (12), o requerimento que pedia a convocação de Edson Claro Medeiros Júnior para prestar depoimento ao colegiado.

O pedido solicitava a oitiva do ex-colaborador de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, apontado pela Polícia Federal como um dos operadores do esquema de fraudes contra aposentados.
O requerimento previa que Edson Claro fosse ouvido como testemunha sobre sua relação com o grupo investigado e sobre informações apresentadas às autoridades.
Durante a sessão, o deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) defendeu a aprovação do requerimento e citou ameaças que, segundo relatos, teriam sido feitas contra Edson Claro.
“Se você não me entregar os aparelhos e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça”, afirmou o parlamentar ao reproduzir a frase atribuída ao “Careca do INSS” contra o ex-colaborador.
Veja o painel de votação na CPMI. Foto: Reprodução

Van Hattem também criticou a rejeição da convocação e afirmou que a comissão deixava de ouvir uma pessoa que relatou ameaças e que poderia contribuir com as investigações.
“Olha, senhor presidente, o Edson Claro foi ameaçado de morte pelo careca do INSS”, declarou.
O deputado também mencionou que um requerimento anterior para convocar Edson Claro havia sido apresentado em setembro e posteriormente rejeitado na comissão.
Segundo ele, a decisão ocorreu após a divulgação de reportagens que relataram as ameaças atribuídas ao empresário investigado.
“Vou repetir aqui: se você não me entregar os aparelhos e abrir a boca, eu vou meter uma bala na sua cabeça”, afirmou o parlamentar durante o discurso.
Van Hattem afirmou ainda que a convocação permitiria esclarecer fatos relatados em investigações sobre o esquema de descontos indevidos em aposentadorias.
Edson Claro aparece nas investigações da fraude bilionária contra aposentados do INSS como ex-funcionário e aliado próximo de Antônio Carlos Camilo Antunes.
Ele prestou depoimentos à Polícia Federal relatando o funcionamento de negócios ligados ao grupo investigado e alegou ter procurado as autoridades após temer retaliações.
Nos depoimentos, também afirmou que o empresário transportava dinheiro em espécie para pagamento de propina e descreveu operações financeiras ligadas ao grupo.
A CPMI do INSS apura suspeitas de descontos indevidos em aposentadorias e a atuação de intermediários, entidades e empresas em operações relacionadas aos benefícios previdenciários.
A rejeição do requerimento ocorreu após votação no colegiado, com maioria contrária à convocação do ex-colaborador.
Veja como cada parlamentar votou na CPMI
❌ NÃO
Randolfe Rodrigues (PT-AP)
Eliziane Gama (PSD-MA)
Humberto Costa (PT-PE)
Meire Serafim (União-AC)
Átila Lira (PP-PI)
Ricardo Maia (MDB-BA)
Patrus Ananias (PT-MG)
Rogério Correia (PT-MG)
Alencar Santana (PT-SP)
Dagoberto Nogueira (PSDB-MS)
Paulo Pimenta (PT-RS)
Pedro Uczai (PT-SC)
Max Lemos (PDT-RJ)
✅ SIM
Styvenson Valentim (Podemos-RN)
Jorge Kajuru (PSB-GO)
Izalci Lucas (PL-DF)
Magno Malta (PL-ES)
Rogério Marinho (PL-RN)
Damares Alves (Republicanos-DF)
Coronel Chrisóstomo (PL-RO)
Sóstenes Cavalcante (PL-RJ)
Adriana Ventura (Novo-SP)
Alfredo Gaspar (União-AL)
Marcel Van Hattem (Novo-RS)
