
O Conselho de Segurança da ONU rejeitou um projeto de resolução apresentado pela Rússia que pedia cessar-fogo imediato no Oriente Médio, onde os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã.
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A proposta recebeu votos favoráveis de Rússia, China, Paquistão e Somália. EUA e Letônia votaram contra. Houve ainda 9 abstenções.
“Estamos profundamente decepcionados”, afirmou Vasily Nebenzya, representante da Rússia na ONU. Segundo ele, membros do conselho não reuniram “a força e a sabedoria necessárias” para aprovar o texto.
Já o embaixador da China na ONU, Fu Cong, disse que o país está desapontado com o resultado. Segundo ele, o projeto incentivava as partes envolvidas a retomarem negociações diplomáticas.
Em nota, o representante dos EUA na ONU, Mike Waltz, afirmou que Moscou sabia que não tinha votos suficientes para aprovar a proposta, mas decidiu levá-la à votação: “Mais uma vez, a Rússia está agindo aqui no Conselho de Segurança para proteger seu parceiro, o Irã”.
“Rejeitamos a tentativa da Rússia de equiparar as ações legítimas dos EUA, tomadas em conformidade com o Artigo 51 da Carta da ONU, ao padrão de derramamento de sangue e brutalidade do Irã contra seu próprio povo e em todo o mundo, e aos seus recentes ataques deliberados e em larga escala contra civis e infraestrutura civil no Golfo e no Oriente Médio”, disse Waltz.
Ainda ontem (11), o Conselho de Segurança da ONU aprovou outra resolução que condena ataques do Irã contra países do Conselho de Cooperação do Golfo e contra a Jordânia. O texto exige que o Irã cesse imediatamente os ataques e afirma que essas ações violam o direito internacional e representam uma grave ameaça à segurança internacional. A proposta apresentada pelo Bahrein foi aprovada por 13 votos a favor e 2 abstenções.
“Quero deixar claro: esta resolução é uma injustiça flagrante contra o meu país, a principal vítima de um claro ato de agressão”, disse Amir Saeid Iravani, representante do Irã na ONU. “Consideramos-na injusta e ilegal, incompatível com a Carta das Nações Unidas e com o direito internacional”, acrescentou Iravani.
