
O líder da Oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou ontem (10) que a política brasileira hoje se organiza em torno de 2 polos partidários opostos –sem espaço para uma eventual terceira via. Para ele, PL e PT concentram a disputa política nacional em 2026, quando será escolhido o próximo presidente do país.
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A declaração foi feita durante encontro do Esfera Brasil, realizado na Casa ParlaMento, espaço do grupo em Brasília.
Marinho é apontado como provável coordenador da campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.
“Qualquer pesquisa de opinião que vocês façam hoje, qualquer instituto, se vocês estimularem partidos políticos, vão verificar que existem 2 partidos no Brasil. É o PT e o PL”, declarou.
A avaliação contraria a estratégia do presidente do PSD, Gilberto Kassab, que busca viabilizar um candidato de terceira via para a eleição presidencial. Até o momento, porém, não houve definição de um nome competitivo fora da polarização entre PT e PL.
Ao comentar a formação da chapa presidencial, Marinho afirmou que a escolha do vice dependerá das alianças partidárias construídas durante o processo eleitoral. Ainda assim, indicou qual seria o perfil considerado ideal.
“Vamos imaginar que exista alguém que tenha o voto estereótipo, o modelo ideal de uma mulher, de uma deputada evangélica, nordestina. Mas existe alguém com essa característica num partido que estará ligado conosco”, disse.
O senador também afirmou que o campo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode ampliar a presença no Senado nas eleições de 2026.
Segundo ele, há possibilidade de o grupo atingir maioria qualificada na Casa.
“Acho que a gente deve ter aí próximo ou acima do quórum de PEC”, disse.
Se esse cenário se confirmar, o bloco político teria votos suficientes para aprovar mudanças constitucionais. O Senado também é responsável por julgar processos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Durante o evento, Marinho afirmou que um eventual governo de Flávio Bolsonaro teria como prioridade reformas estruturais no Estado. Ele citou mudanças administrativas, políticas, orçamentárias e no sistema judicial.
“Tem de fato reformas que precisam ser implementadas como a administrativa, a política, a do orçamento. A judiciária é essencial. Vamos colocar cada Poder de volta no seu lugar, no lugar que a Constituição determina”, afirmou.
O senador também comentou o ambiente institucional do país e afirmou que há restrições ao debate político.
“Nossa democracia hoje é relativa. As pessoas têm medo de dizer o que pensam”, declarou.
Em outro momento, afirmou que “se perdeu o pudor nesse país”.
Marinho também informou que a pré-campanha do grupo político ligado a Flávio Bolsonaro deve iniciar uma agenda nacional nas próximas semanas. O primeiro evento está previsto para 14 de abril, em Rondônia.
“Estamos debruçados justamente na formação dos candidatos regionais. É o que mais dá trabalho”, disse.
