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Guerra no Oriente Médio: Petróleo se aproxima de US$ 120 o barril
Por Silvio Cassiano da Silva
Publicado em 09/03/2026 12:11
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As Bolsas mundiais despencaram nesta manhã (09), enquanto os preços do petróleo dispararam até 30%, aproximando-se de US$ 120 por barril. O movimento ocorre em meio aos temores provocados pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, que entra na 2ª semana sem sinais de trégua.

 

Com a perspectiva de impactos sobre a economia global, os mercados asiáticos ampliaram as perdas registradas na semana passada. A Bolsa de Seul, que vinha apresentando desempenho forte impulsionado por empresas de tecnologia antes do conflito, fechou o dia em queda de 5,96%. Em Tóquio, o recuo foi de 5,2%.

 

As Bolsas de Hong Kong, Xangai, Taipei, Sydney, Singapura, Manila e Wellington também encerraram o pregão em baixa.

 

 

Já na Europa, os principais mercados também operaram no vermelho. Paris caiu 2,59%, Frankfurt recuou 2,47%, Londres perdeu 1,57%, Madri cedeu 2,87% e Milão registrou queda de 2,71%.

 

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street já haviam acumulado queda superior a 2% na semana passada. No mesmo período, o dólar recuperou parte de seu valor por ser considerado um ativo de proteção em momentos de incerteza.

 

O impacto mais intenso do conflito no Oriente Médio aparece no mercado de petróleo. Às 6h30 GMT (3h30 em Brasília), o barril do West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, subia 15,51%, para US$ 104,96. Momentos antes, chegou a avançar 30%, atingindo US$ 119,48 por barril.

 

Já o Brent do Mar do Norte, referência global, avançava 17,42%, para US$ 108,82 por barril, após ter superado a marca de US$ 119.

 

O preço do gás natural na Europa também disparou. Os contratos futuros do TTF holandês, referência regional, registravam alta de 30%, para 69,50 euros (quase US$ 80).

 

Nos últimos dias, ataques iranianos atingiram campos de petróleo no sul do Iraque e na região autônoma curda, no norte do país, provocando redução na produção. Os Emirados Árabes Unidos e o Kuwait também reduziram a produção após ataques do Irã contra seus territórios.

 

Diante da escalada, países do G7 estudam recorrer de forma coordenada às reservas estratégicas de petróleo para tentar conter a alta dos preços nos países. A possibilidade deve ser discutida em videoconferência, que será realizada hoje (09), entre ministros das Finanças.

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