
A CPI do Crime Organizado cancelou a sessão desta terça-feira (03) que ouviria João Carlos Falbo Mansur, fundador do grupo Reag, fundo investigado nas fraudes do Banco Master. Ele havia sido convocado, o que tornava a presença obrigatória.
A Reag é alvo de investigação da PF por suspeita de lavagem de dinheiro, inclusive na Operação Carbono Oculto, que investiga esquema no setor de combustíveis com participação do Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo as investigações, fundos administrados pela empresa teriam sido usados para movimentações atípicas.
A PF e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) também apuram suspeita de manipulação do mercado financeiro envolvendo gestores do Master, de Daniel Vorcaro, e da Reag.
Em janeiro, o Banco Central do Brasil (BC) decretou a liquidação extrajudicial da CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, responsável pela gestão de fundos ligados à Reag.
O relator da comissão, senador Alessandro Vieira, afirmou à GloboNews que Mansur comunicou que não compareceria e que tentaria reagendar a oitiva.
Já o depoimento do ex-presidente do BC, Roberto Campos Neto, também previsto para hoje, era incerto. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, acolheu parcialmente pedido da defesa e transformou a convocação em convite.
Com a decisão, Campos Neto pode decidir se comparece. Caso vá, poderá exercer o direito de permanecer em silêncio. O senador Jaques Wagner (PT-BA) afirmou, no requerimento aprovado pela comissão, que o colapso do Master é o principal motivo para o depoimento do ex-presidente do BC.
