
O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), defendeu há pouco a relatoria de Dias Toffoli no caso Master. Para ele, houve “exagero” por “parte da mídia e no geral” nas críticas ao ministro e que o Supremo “tem cumprido seu papel”. Declaração foi feita em entrevista ao site Metrópoles.
“As decisões proferidas pelo antigo relator, Dias Toffoli, atenderam todos os pedidos que Ministério Público e a Polícia Federal fez”, afirmou Motta. “Eu penso que houve um exagero, por parte da mídia e no geral, do papel que o ministro Toffoli cumpriu. Ele atendeu esses pedidos e conduziu como sempre conduziu, com muito equilíbrio, as suas decisões”.
“Talvez o afã de se querer sangue, de se querer acatar a conduta das pessoas acerca disso, na minha avaliação, às vezes se sobrepõe àquilo que é razoável de se fazer”.
“Não estou dizendo que não há exagero [por parte do ministro do STF]. O que eu estou reconhecendo aqui é o papel que o ministro Toffoli cumpriu”, completou Motta.
Toffoli deixou a relatoria após relatório da PF apontar relações do magistrado com Daniel Vorcaro, dono do banco liquidado pelo Banco Central (BC). O caso do Master passou para André Mendonça.
O presidente da Câmara também criticou tentativas de ampliar o escopo de CPIs para tratar do caso Master, citando a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado no Senado. Para ele, há tentativa de fazer “palanque eleitoral”.
“Acho também errado mudar o escopo de CPI, que estava apresentado com um intuito, para se querer fazer palanque eleitoral sobre outro assunto”, afirmou Motta. “CPI tem escopo, tem fato determinado, e não é correto se pegar uma CPI para investigar aquilo que não foi o fato inicial pelo qual ela foi proposta, mas é isso que, infelizmente, estamos vendo no Senado Federal”.
“Talvez pelo afã de estarmos em ano eleitoral e todo mundo quer palanque sobre esse assunto. Nós defendemos uma apuração imparcial, que siga o devido processo legal, que se respeite as leis do país”, completou.
Motta indicou ainda, durante a entrevista, que não deve instalar CPI sobre o caso Master na Câmara. De acordo com ele, há 16 pedidos na fila e apenas cinco comissões podem funcionar simultaneamente.
