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Na CPMI do INSS, Marcon acusa Pimenta de tentar descredibilizar testemunha
Publicado em 24/02/2026 12:00
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Durante a sessão da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), nesta segunda-feira (23), o deputado Maurício Marcon (PL-RS) afirmou que o líder do governo na comissão, o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), participou de uma articulação para descredibilizar o advogado Eli Cohen.

 

Cohen é identificado como o principal responsável por coletar evidências e conduzir apurações que expuseram a extensão do esquema de filiações falsas e cobranças indevidas sobre benefícios do INSS.

 

“Presidente, eu tenho uma questão de ordem. Artigo 4°, inciso 4°: fraudar por qualquer meio ou forma o regular andamento dos trabalhos legislativos para alterar o resultado da deliberação”, disse Marcon ao abrir sua intervenção.

 

 

O deputado citou reportagem do jornal O Estado de S. Paulo e disse que, segundo a publicação, Pimenta teria participado de uma reunião em uma mansão no Lago Sul, em Brasília, com a intenção de minar a credibilidade de Cohen.

 

“Acho que é importante que o País saiba que um membro dessa CPI atuou para fraudar um depoimento nesta Casa”, afirmou.

 

Segundo Marcon, um policial aposentado teria gravado o encontro e feito acusações contra Cohen, incluindo que ele receberia pagamentos da oposição para depor.

 

“Este policial depois foi ao cartório dizer que tudo foi mentira e que participou da reunião com este líder do governo. A promessa a ele era receber R$ 30 mil mensais por dois anos pela falcatrua”, relatou.

 

“Este cidadão não pode mais participar da CPMI. Ele participou de um esquema de reunião fraudulenta para coibir uma testemunha, gravá-la e mentir sobre ela”, acrescentou Marcon, criticando também a resistência de governistas à prorrogação dos trabalhos do colegiado.

 

Pimenta classificou o episódio como irrelevante. “Presidente, na realidade, isso trata-se de uma grande bobagem”, afirmou.

 

 

Ele disse que, assim como outros parlamentares, já foi procurado por diversas pessoas trazendo informações sobre a investigação, mas que só age diante de provas formais.

 

“Se tem documento ou prova, posso inclusive dar um encaminhamento e trazer para esta comissão. Como não houve comprovação, o assunto está encerrado e é um factoide sem nenhuma seriedade”, disse.

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