
A CPMI do INSS aprovou nesta tarde (05) uma série de requerimentos, mas deixou de fora, após acordão entre governistas e oposição, pedidos de quebra de sigilo envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro, e o CredCesta, de Augusto Lima, a “galinha dos ovos de ouro do consignado do PT”.
Segundo apuração deste site, a base governista alega que os requerimentos não condiziam “com a investigação do INSS”, enquanto a oposição afirma que “não teria tempo” para se aprofundar no tema.
O fim da comissão está previsto para 28 de março, mas o presidente da comissão já coleta assinaturas para a prorrogação dos trabalhos do colegiado.
Foram retirados da votação de hoje:
Quebra de sigilo bancário e fiscal do Master, incluindo a elaboração de RIFs pelo COAF, “referentes ao período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2025”.
Quebra de sigilo bancário e fiscal da empresa CredCesta, de Guga Lima, com RIFs “referentes ao período de 7 de abril de 2017 a 31 de dezembro de 2025”.
Quebra de sigilo bancário e fiscal do próprio empresário baiano, “referente ao período de 1º de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2025”.
Vorcaro, Lima e CredCesta
O CredCesta, de Guga Lima, marcou a estreia do Master no mercado de crédito consignado. Criado por Augusto Lima em 2018, surgiu após o empresário baiano vencer uma licitação da Ebal (Empresa Baiana de Alimentos).
Em 2020, Lima entrou na sociedade do Banco Master, então chamado Banco Máxima, levando o CredCesta como um de seus principais ativos. Mais da metade do lucro do banco de Vorcaro, liquidado pelo Banco Central (BC) no ano passado, vinha do CredCesta.
Mais de 250 mil contratos de consignados vinculados ao Master apresentam indícios de irregularidades, incluindo casos suspeitos de contratação sem autorização dos beneficiários.
