
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) instaurou sindicância interna para apurar uma acusação de importunação sexual que teria sido cometida pelo ministro Marco Aurélio Buzzi. O magistrado nega a denúncia, feita por uma jovem de 18 anos.
A abertura da apuração foi decidida pelo plenário da Corte. Os ministros Raul Araújo, Isabel Gallotti e Antonio Carlos Ferreira foram designados para compor a comissão responsável por analisar o caso de Buzzi.
Segundo a denúncia, a jovem, que é filha de um casal de amigos do ministro, acusa Buzzi de ter tentado agarrá-la diversas vezes durante um banho de mar. O episódio teria acontecido no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú, no litoral de SC, quando o ministro e a família da jovem estavam juntos.
O caso também tramita no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A apuração na esfera criminal está sob a relatoria do ministro do STF Nunes Marques. Por ocupar cargo no STJ, Buzzi possui foro por prerrogativa de função no Supremo. A vítima presta depoimento ao CNJ nesta quinta (05).
Em nota divulgada à imprensa, o ministro do STJ afirmou ter sido surpreendido com a denúncia. De acordo com ele, as “insinuações” feitas “não correspondem aos fatos”. “[Buzzi] Repudia, nesse sentido, toda e qualquer ilação de que tenha cometido ato impróprio”, declarou.
O advogado da jovem, Daniel Bialski, afirmou esperar rigor na condução das investigações: “Como advogado da vítima e de sua família, informamos que neste momento o mais importante é preservá-los, diante do gravíssimo ato praticado. Aguardamos rigor nas apurações e o respectivo desfecho perante os órgãos competentes”.
