
O presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Gilberto Waller Júnior, afirmou nesta quinta-feira (5) à Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS que nunca teve reunião com o empresário Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e relatou que o órgão já havia identificado irregularidades graves na atuação da instituição financeira antes de sua liquidação.
“Nunca me reuni com o Vorcaro”, declarou durante o depoimento.
Segundo Waller, os problemas eram estruturais e impediam a fiscalização por parte do INSS e da Dataprev, responsável pelo processamento dos dados previdenciários. O banco mantinha um acordo firmado em 2020 para operar empréstimos consignados, mas o convênio não foi renovado após o aumento expressivo de reclamações de aposentados e pensionistas.
Dados apresentados à comissão apontam que o Banco Master possuía mais de 324 mil contratos ativos, dos quais cerca de 251 mil não estavam registrados na plataforma da Dataprev, impossibilitando qualquer verificação sobre a regularidade das operações.
De acordo com o presidente do instituto, representantes da instituição financeira chegaram a tentar firmar um termo de compromisso para corrigir as falhas, mas a proposta foi rejeitada após análise técnica identificar ausência de informações essenciais, como valor emprestado, taxa de juros, custo efetivo total e mecanismos confiáveis de validação das assinaturas eletrônicas.
O INSS também enviou ofícios solicitando esclarecimentos. Pouco depois, a liquidação da instituição financeira foi decretada.
