
O BRB convocou Assembleia Geral Extraordinária para o dia 5 de fevereiro de 2026, às 10h, com pauta para destituir dois membros do Conselho de Administração. Uma nova assembleia está marcada para 19 de fevereiro, quando serão eleitos os substitutos.
O comunicado foi divulgado na noite desta terça-feira (13) e assinado pelo presidente do banco, Nelson de Souza. Segundo o aviso ao mercado, o banco também recebeu oficialmente as indicações do acionista controlador para a nova composição do colegiado.
O controlador, o Governo do Distrito Federal (GDF), indicou Edison Garcia para a presidência do Conselho, no lugar de Marcelo Talarico, que se recusou a renunciar ao mandato.
As indicações foram encaminhadas pela governadora em exercício, Celina Leão, junto com os currículos dos nomes sugeridos, que estão sendo repassados aos investidores.
Além de Edison Garcia, o GDF indicou Joaquim Lima de Oliveira para substituir Luis Fernando de Lara Resende, e Sérgio Ricardo Miranda Nazaré para ocupar uma cadeira que estava vaga.
Em nota, o banco afirmou: “A Companhia seguirá o rito de governança aplicável. As posses ocorrerão tão logo sejam concluídos os trâmites previstos”. O comunicado foi assinado por Nelson de Souza e pelo gerente de Relações com Investidores, Iure Cavalcante.
Perfis dos indicados
Edison Garcia é presidente da CEB Holding desde 2019. Atuou no Conselho de Administração da Petrobras e presidiu a Comissão de Auditoria Estatutária da estatal. Tem passagem pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Associação de Investidores no Mercado de Capitais (AMEC), Advocacia-Geral da União e INSS.
Joaquim Lima de Oliveira tem trajetória nos setores público e financeiro, com cargos de direção na Caixa Econômica Federal, incluindo diretor, vice-presidente e presidente interino, além de funções no governo federal.
Sérgio Ricardo Miranda Nazaré é economista, doutor em Ciências Contábeis pela Universidade de Brasília (UnB) e conselheiro certificado pelo IBGC. Atuou no Banco do Brasil entre 2005 e 2012 e possui experiência acadêmica e executiva no sistema financeiro.