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Casa Branca: Trump discute opções para adquirir Groenlândia
Publicado em 07/01/2026 13:14
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Presidente dos EUA pode usar Forças Armadas para “atingir importante objetivo”

A Casa Branca disse em nota que o presidente dos EUA, Donald Trump, tem discutido “uma série de opções” com a sua equipe para adquirir a Groenlândia, território autônomo da Dinamarca, incluindo o uso das Forças Armadas, que é “sempre uma opção à disposição”.

 

A declaração, divulgada na noite de ontem (06), foi feita horas depois de líderes europeus terem divulgado comunicado conjunto demonstrando apoio à Dinamarca, que tem se oposto ao desejo de Trump. Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Polônia e Espanha participaram da nota.

 

No final de semana, o republicano repetiu que os EUA “precisavam” da Groenlândia por razões de segurança, o que acabou levando a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, a alertar que qualquer ataque ou invasão dos EUA significaria o fim da Otan, aliança militar do ocidente.

 

“O presidente e sua equipe estão discutindo uma série de opções para atingir esse importante objetivo de política externa e, é claro, utilizar as Forças Armadas dos EUA é sempre uma opção à disposição do Comandante-em-Chefe”, diz o comunicado divulgado ontem pela Casa Branca.

 

 

O primeiro-ministro da Groenlândia, Jens Frederik Nielsen, respondeu às declarações do republicano sobre a ilha, dizendo que uma possível anexação é “fantasia”. “Chega de pressão. Chega de insinuações. Chega de fantasias de anexação”, afirmou Nielsen.

 

“Estamos abertos ao diálogo. Estamos abertos a discussões. Mas isto deve acontecer pelos canais adequados e com respeito pelo direito internacional”, completou.

 

Trump vem defendendo a anexação da Groenlândia há meses, argumentando que a ilha é crucial para a segurança dos EUA em razão de sua localização estratégica.

 

A nomeação recente de um enviado especial do republicano para a Groenlândia provocou indignação na Dinamarca. O ministro das Relações Exteriores dinamarquês, Lars Løkke Rasmussen, chegou a convocar o embaixador dos EUA em Copenhague para tratar do tema.

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