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Mega-Sena: Site cita ‘bilhete premiado’ de madrasta de Moraes e outros casos suspeitos
Publicado em 02/01/2026 13:10
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Contador de Lulinha e esposa acumularam centenas de prêmios da Caixa

A madrasta de Alexandre de Moraes afirmou ser vencedora de um dos bilhetes da Mega da Virada de 2020, segundo revelou o jornalista David Ágape, no site A Investigação. No entanto, o prêmio de R$ 162 milhões não foi sacado dentro do prazo de 90 dias e acabou destinado ao Fies.

 

A mulher, identificada como costureira de São Paulo, afirmou ter feito aposta presencial e que sua condição de epilepsia atrasou o resgate do valor.

 

A madrasta do ministro do STF procurou a Caixa e o Procon-SP, mas a instituição manteve que se tratava de aposta eletrônica e que o prazo havia expirado. Em 2022, carta aberta à nova presidente da Caixa trouxe nome completo, CPF e mencionou ação judicial contra a Caixa e a lotérica.

 

A defesa da costureira solicitou perícia judicial no bilhete físico, busca e apreensão dos terminais da lotérica e apresentou registros de tentativa de saque, mas a ação foi arquivada em 2023 após desistência da autora, que deixou o Brasil.

 

 

Outro caso curioso, abordado na reportagem de Ágape, envolve João Muniz Leite, contador de Lulinha, filho de Lula (PF). Em investigação, a PF identificou que Leite e sua esposa acumularam cerca de 640 prêmios em loterias da Caixa, incluindo Mega-Sena, Lotofácil e Quina. O foco da corporação foi o padrão repetitivo das vitórias, comparado a “ganhar a Mega-Sena dez vezes seguidas”, e indícios de uso das loterias como mecanismo de lavagem de dinheiro.

 

Além disso, Leite também prestou serviços a Anselmo Becheli, conhecido como “Cara Preta”, apontado como fornecedor de drogas do PCC. Em prêmio de R$ 40 milhões, teria dividido R$ 16 milhões com ele. Ele nega irregularidades, sustentando que as premiações vieram de bolões e coincidências estatísticas.

 

Outro episódio envolvendo prêmios da Caixa aconteceu em 2019, quando um bolão formado por assessores do PT na Câmara acertou de um dos bilhetes seis dezenas e levou R$ 120 milhões, divididos em 49 cotas. Meses depois, outro prêmio coletivo veio para um integrante do grupo.

 

Não houve investigação oficial ou processos judiciais sobre o caso, mas a repetição gerou suspeitas públicas.

 

 

Um episódio histórico sobre apostas envolve o ex-deputado João Alves de Almeida, no escândalo dos “Anões do Orçamento”. Em 1993, a CPI mostrou que Alves desviava recursos públicos e afirmou ter sido premiado mais de 200 vezes na loteria para justificar patrimônio.

 

Relatórios da Caixa e do Coaf mostraram que ele comprava bilhetes já premiados para dar aparência lícita ao dinheiro. Alves renunciou antes da cassação e morreu em 2004 sem condenação definitiva.

 

Nos anos seguintes, o tema voltou com denúncias de relatórios do Coaf sobre dezenas de casos suspeitos, mas sem comprovação de manipulação de sorteios ou mudanças estruturais significativas.

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