
Representação cita contatos de Moraes com Galípolo e contrato da esposa do ministro com Master
O vice-líder da oposição na Câmara dos Deputados, Sanderson (PL-RS), acionou o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que o órgão apure a suposta “atuação informal” de Alexandre de Moraes em favor do Banco Master.
A representação foi enviada ao corregedor-geral Mauro Campbell e se baseia na divulgação dos contatos entre Moraes e Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central (BC), revelados pela jornalista Malu Gaspar.
O deputado quer que o CNJ verifique eventual desvio de conduta do ministro do STF no caso e suposta prática de “advocacia administrativa”.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, Moraes teria ligado até 6 vezes em um único dia para Galípolo, tratando da venda do Banco Master ao BRB, com o objetivo de “salvar” a instituição de Daniel Vorcaro.
O documento destaca que a “gravidade institucional” aumenta pelo fato de o escritório de Viviane Barci, esposa do magistrado, ter um contrato de R$ 129 milhões com o Master, prevendo representação da instituição perante órgãos como o Banco Central.
Sanderson solicitou que o CNJ instaure procedimento apuratório e requisite documentos, registros de comunicações, agendas, mensagens e atas relacionadas ao caso. Também sugeriu realização de oitivas com técnicos do BC e demais envolvidos.