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Toffoli retirou sigilos do Banco Master sem avisar senadores
Publicado em 26/12/2025 12:57
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Senadora diz que documentos chegaram ao sistema e foram trancados na Presidência do Senado

Em entrevista ao Alive, apresentado por Julia Lucy nesta sexta-feira (26), a senadora Damares Alves afirmou que documentos sigilosos da CPMI do INSS que investigavam o Banco Master foram retirados do sistema da comissão por decisão do ministro Dias Toffoli, sem comunicação prévia aos parlamentares.

 

Segundo a senadora, o caso afeta diretamente o Distrito Federal. Em fala direta, afirmou que “se tem uma região do país que está sendo diretamente influenciada por todo esse evento do Banco Master, é o nosso Distrito Federal”. Damares disse ainda que houve omissão de políticos locais e cobrou atuação técnica sobre o tema.

 

Ela relatou que os senadores do DF souberam pela imprensa, no início do ano, da tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Disse que a informação causou reação imediata. Em declaração direta, afirmou: “Como? Um banco estatal vai comprar um banco privado”. Segundo ela, o histórico de denúncias envolvendo o Master aumentou a preocupação.

 

Damares afirmou que esteve no Banco Central após o anúncio e recebeu a informação de que haveria análise técnica. Disse que, mesmo assim, foi apresentado pedido de CPI no Senado e audiência pública na Comissão de Assuntos Econômicos. A CPI não foi instalada após retirada do pedido pelo autor, sob o argumento de evitar pressão sobre o BC.

 

 

Com o avanço das investigações, a senadora afirmou que o Banco Central vetou a operação, o que, segundo ela, trouxe alívio ao DF. Em seguida, disse que novas denúncias vieram à tona com a instalação da CPMI que apura fraudes no INSS, quando surgiu a ligação entre o Banco Master e o esquema investigado.

 

A senadora declarou ser a autora do pedido de quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático do presidente do Banco Master. Disse que o requerimento foi aprovado junto com convocações para depoimento. Em fala direta, afirmou que a aprovação passou “no meio de um bolo”, enquanto parlamentares focavam apenas nas convocações.

 

Ela explicou que o sigilo telemático inclui registros de telefonia, mensagens, e-mails e comunicações privadas em redes sociais. Em declaração direta, afirmou que esse tipo de quebra “é o melhor instrumento para investigação”.

 

Segundo Damares, os primeiros documentos começaram a chegar ao sistema da CPMI, chamado Jubarte, nos dias 9 e 11 de dezembro. Disse que cada senador possui senha para leitura, sem possibilidade de impressão ou salvamento. Relatou que, ao acessar o sistema no dia 12, não encontrou os documentos.

 

 “No dia 12 de manhã, o ministro Toffoli deu uma decisão inédita, jamais vista, retirou os documentos do sistema e mandou trancar na sala do presidente do Senado”, afirmou. Disse que a retirada ocorreu sem intimação aos senadores.

 

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Damares afirmou que Toffoli colocou todo o processo sob sigilo e determinou que os documentos fossem acessados apenas pela Presidência do Senado. Disse que a CPMI recorreu da decisão e aguarda análise do recurso no Supremo Tribunal Federal.

 

A senadora declarou que a retirada dos documentos compromete o trabalho da comissão. Em fala direta, afirmou que “os senadores atuam como investigadores” e precisam ter acesso integral aos elementos reunidos.

 

Ela também mencionou que, após esse movimento, foi marcada uma acareação por decisão de Toffoli. Disse que o instrumento é usado quando há versões contraditórias, mas avaliou que, sem acesso aos documentos, a medida se torna prematura.

 

Ao final, Damares afirmou que o caso envolve tráfico de influência e exige apuração ampla. Em declaração direta, disse que, se conduzido com seriedade por parlamentares e pela Polícia Federal, o caso pode resultar em “uma limpeza em nível nacional”.

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