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Governo Lula gasta R$ 789 milhões com viagens no 1º trimestre e bate recorde histórico
Por Silvio Cassiano - SiCa
Publicado em 09/05/2025 12:37
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O governo Lula bateu mais um recorde — não de produtividade, mas de gasto. Apenas nos três primeiros meses de 2025, as despesas da União com diárias, passagens e locomoção somaram R$ 789,1 milhões. É o maior valor registrado desde o início da série histórica, em 2011. A alta real foi de 29,1% em relação ao mesmo período de 2024.

 

O dado, obtido no relatório do resultado primário do Tesouro Nacional, expõe uma escalada de custos que contrasta frontalmente com o discurso de responsabilidade fiscal repetido pelo Planalto. Enquanto o país assiste a promessas de contenção de despesas e equilíbrio orçamentário, o governo petista estoura o caixa com viagens de luxo, séquitos ministeriais e agendas internacionais de duvidoso retorno prático.

 

 

Desde que reassumiu a Presidência, Lula passou 98 dias fora do Brasil. Só em março de 2025, embarcou para o Japão e para o Vietnã — totalizando 7 dias fora em apenas um mês. Em abril, viajou ao Vaticano para o funeral do papa Francisco. Agora, em maio, está em Moscou para participar das celebrações do Dia da Vitória ao lado de Vladimir Putin. A primeira-dama Janja Lula da Silva chegou à Rússia quatro dias antes do presidente.

 

Enquanto isso, a conta corre.

 

A maior parte do estouro está nas diárias: foram R$ 449,1 milhões entre janeiro e março — 26,1% a mais que no mesmo período do ano anterior. O montante supera inclusive o recorde de 2014, no governo Dilma Rousseff, quando os gastos ficaram em R$ 417,5 milhões.

 

 

Em passagens e locomoção, foram mais R$ 340 milhões no trimestre — alta de 33,4% em relação ao primeiro trimestre de 2024. Tudo isso numa gestão que ampliou o número de ministérios de 23 para 38, inflando a máquina e multiplicando os custos.

 

No total, as despesas com viagens no 1º trimestre dos anos de 2023, 2024 e 2025 já somam R$ 2 bilhões — um valor 52,1% maior que o desembolsado no mesmo período durante o governo Bolsonaro, que gastou R$ 1,3 bilhão.

 

 

A maior explosão ocorreu justamente na transição entre os governos: entre o 1º trimestre de 2022 (Bolsonaro) e 2023 (Lula), houve uma alta de 85,7%.

 

A reportagem do Poder360, que revelou os dados, procurou a assessoria do Ministério da Gestão e Inovação para obter explicações. Nenhuma resposta foi dada até o momento. O silêncio é eloquente: não há como justificar um governo que exige sacrifício fiscal da população enquanto gasta como se estivesse em lua de mel diplomática permanente.

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