A reprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disparou e atingiu 56%, o pior índice desde o início do terceiro mandato, segundo levantamento da Genial/Quaest divulgado nesta quarta-feira (2). O número representa um aumento de sete pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, realizada em janeiro, quando a taxa era de 49%.
A aprovação também caiu: agora apenas 41% dos entrevistados avaliam positivamente a gestão petista, contra 47% em janeiro. Já 3% continuam em cima do muro, ou fingindo que não estão vendo nada.
A pesquisa ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 27 e 31 de março. A margem de erro é de dois pontos percentuais — o que não muda muito a realidade desconfortável para o Planalto.
A situação se agravou até mesmo no Nordeste, região historicamente mais alinhada ao ex-presidente e única onde ele venceu Jair Bolsonaro (PL) nas eleições de 2022. Por lá, a desaprovação subiu de 37% para 46%, enquanto a aprovação caiu de 59% para 52%. Ainda é a única região em que Lula tem mais aprovação do que reprovação, o que deve estar sendo tratado em Brasília como “a última esperança da humanidade”.
Nas demais regiões, o cenário é ainda mais desfavorável:
Sul: 64% de reprovação
Sudeste: 60%
Centro-Oeste e Norte: 52%
Esse é o primeiro levantamento após a divulgação de um pacote de medidas econômicas por parte do governo, no início de março. As ações incluíram a tentativa de redução do preço dos alimentos — fator apontado como central para o aumento da reprovação — e outras iniciativas como a ampliação do crédito consignado para trabalhadores CLT e a proposta de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
Mas até agora, parece que os efeitos práticos dessas medidas estão mais lentos que fila de banco em dia de pagamento.
O levantamento mostra que o governo Lula enfrenta um momento crítico de desgaste. Se a tendência continuar, o presidente poderá precisar de mais do que viagens e promessas para recuperar a confiança do eleitorado — tipo resultados reais.
