O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou, nesta terça-feira (1º), o envio de um grupo de porta-aviões ao Oriente Médio, ampliando o cenário de tensão na região. A decisão ocorre após novas ameaças do presidente Donald Trump ao Irã e marca mais uma etapa da escalada militar norte-americana no entorno estratégico do Golfo Pérsico.
O Carl Vinson Carrier Strike Group, que operava recentemente no Indo-Pacífico, será transferido para a jurisdição do Comando Central dos EUA (CENTCOM), responsável pelas operações militares no Oriente Médio. A medida inclui, além do porta-aviões, contratorpedeiros e embarcações de apoio.
Segundo o Pentágono, a mobilização tem como objetivo “promover a estabilidade regional, dissuadir agressões e garantir o livre fluxo de comércio”. O anúncio também confirma o envio de esquadrões adicionais e reforço de meios aéreos defensivos.
O deslocamento acontece semanas após Trump ordenar ataques aéreos contra posições dos Houthis no Iêmen, e no momento em que Washington pressiona Teerã a retomar negociações sobre seu programa nuclear. Embora o governo americano não tenha citado diretamente o Irã na nota oficial, o gesto é interpretado como resposta às recentes declarações do republicano, que prometeu uma ofensiva “decisiva e poderosa” na região.
O reposicionamento militar eleva a presença dos EUA em um dos pontos mais sensíveis do tabuleiro geopolítico global e reforça a possibilidade de novos confrontos indiretos no Oriente Médio.
