
O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta-feira (4), em Brasília, a candidatura do senador Rogério Marinho (PL-RN) à presidência do Senado Federal. O encontro na sede nacional da legenda reuniu 24 dos 29 parlamentares que o partido terá na Casa a partir de fevereiro de 2027, além de seis aliados de outras siglas que também poderão participar da eleição.

A ausência de maior destaque foi a da senadora eleita Michelle Bolsonaro (PL-DF), presidente do PL Mulher. Segundo Marinho, a ex-primeira-dama não mantém contato com ele e não respondeu às tentativas de comunicação.
Segundo o presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, ela telefonou para justificar que estava preparando o almoço do ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar. A presidente interina do PL Mulher, Ana Munhoz, participou do encontro em seu lugar.
Michelle não foi a única integrante da futura bancada a faltar. Também não compareceram os senadores eleitos Eduardo Gomes (PL-TO), Zé Medeiros (PL-MT) e Nicoletti (PL-RR), além de Alex Diniz (PL-MG), suplente que assumirá a vaga de Cleitinho. Fora do partido, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), cujo mandato vai até 2031, também não esteve no evento.
A conta dos votos
O levantamento do Portal Claudio Dantas cruzou a relação de participantes com a composição prevista para o Senado a partir de fevereiro. Dos 29 parlamentares que o PL terá na próxima legislatura, 24 compareceram ao lançamento: nove que já têm mandato até 2031 e 15 eleitos em outubro.
A eles se somaram seis nomes de outras legendas.
Com isso, 30 parlamentares que estarão aptos a votar na eleição de fevereiro participaram do encontro. O número, porém, não representa necessariamente votos já confirmados. Para vencer, Marinho precisa de pelo menos 41 dos 81 votos, e a escolha será secreta.
O senador afirmou ter apoio superior ao necessário para conquistar o comando da Casa. “Estamos largando. Temos com certeza mais de 40 votos”, declarou.
Quem compareceu
Entre os integrantes do PL que estarão aptos a votar em fevereiro de 2027, participaram do lançamento:
Rogério Marinho (PL-RN)
Bia Kicis (PL-DF)
Carlos Jordy (PL-RJ)
Filipe Barros (PL-PR)
Capitão Contar (PL-MS)
Wilder Morais (PL-GO)
André do Prado (PL-SP)
Domingos Sávio (PL-MG)
Jaime Bagattoli (PL-RO)
Sanderson (PL-RS)
Carlos Bolsonaro (PL-SC)
Wellington Fagundes (PL-MT)
Luís Felipe Cunha (PL-PR)
Reinaldo Azambuja (PL-MS)
Gustavo Gayer (PL-GO)
Bruno Scheid (PL-RO)
Efraim Filho (PL-PB)
Márcio Bittar (PL-AC)
Caroline de Toni (PL-SC)
Carlos Portinho (PL-RJ)
Astronauta Marcos Pontes (PL-SP)
Magno Malta (PL-ES)
Fernando Máximo (PL-RO)
Jorge Seif (PL-SC)
Também compareceram seis aliados de outros partidos que poderão votar na eleição:
Marcel van Hattem (Novo-RS)
Deltan Dallagnol (Novo-PR)
Lahesio Bonfim (Novo-MA)
Hamilton Mourão (Republicanos-RS)
Evair de Melo (Republicanos-ES)
Guilherme Derrite (PP-SP)
Além deles, estiveram no evento parlamentares que não participarão da eleição de fevereiro, pois deixarão o Senado em janeiro ou são suplentes sem mandato próprio para a próxima legislatura:
Izalci Lucas (PL-DF)
Marcos Rogério (PL-RO)
Odílio Balbinotti Filho (PL-MT), suplente
Flávio Azevedo (PL-RN), suplente
Os deputados federais Cabo Gilberto (PL-PB), Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Alfredo Gaspar (PL-AL) também participaram, assim como o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Quem faltou
Entre os nomes do PL considerados na composição da próxima legislatura, cinco não compareceram:
Michelle Bolsonaro (PL-DF), senadora eleita
Eduardo Gomes (PL-TO), senador eleito
Zé Medeiros (PL-MT), senador eleito
Nicoletti (PL-RR), senador eleito
Alex Diniz (PL-MG), suplente que assumirá a vaga de Cleitinho
Também não participaram do lançamento o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cujo mandato termina em janeiro, e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que permanecerá na Casa até 2031.
Disputa com Alcolumbre
Marinho terá como principal adversário o atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que busca permanecer no cargo. Alcolumbre conta com o apoio do governo Lula e de partidos como PP, MDB, PT, PSD e PSB.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS) também mantém seu nome à disposição para a disputa. Durante o lançamento, Marinho afirmou respeitar a decisão da parlamentar e disse que os dois poderão buscar uma convergência mais adiante. “Ela tem toda a legitimidade de ser candidata”, declarou.
