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TSE substituiu 1.551 urnas no segundo turno
Publicado em 26/10/2026 11:30
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, informou neste domingo (25) que 1.551 urnas eletrônicas precisaram ser substituídas durante o segundo turno das eleições de 2026. O número corresponde a 0,31% das 499.248 urnas utilizadas no pleito. No balanço final, o magistrado também destacou que a abstenção ficou em 19,21%, abaixo do índice registrado no primeiro turno.

Kassio Nunes Marques

Segundo os dados apresentados pelo presidente da Corte, mais de 128 milhões de eleitores compareceram para votar, de um total superior a 158 milhões de brasileiros aptos. Com 99,9% das urnas apuradas no momento do pronunciamento, Nunes Marques afirmou que a participação eleitoral foi relevante diante das dificuldades de deslocamento relatadas em diferentes regiões do país.

 

“Esse número é especialmente importante nesta eleição, em que muito se falou sobre a suposta dificuldade do eleitor votar”, declarou. O ministro defendeu a estrutura da Justiça Eleitoral e destacou a existência de mais de 95 mil locais de votação distribuídos pelo território nacional para facilitar o acesso às seções.

 

 

O presidente do TSE reconheceu, porém, que a organização dos locais de votação não elimina problemas pontuais, principalmente em grandes centros urbanos e áreas rurais. Ele ressaltou que a legislação eleitoral prevê transporte coletivo gratuito no dia da votação e afirmou que os tribunais regionais têm a responsabilidade de fiscalizar a oferta do serviço, com acompanhamento do TSE e da Corregedoria-Geral Eleitoral.

 

A discussão sobre o transporte ganhou relevância durante o segundo turno após denúncias de redução na circulação de ônibus em cidades como Salvador e São Paulo. O cenário levou a campanha de Lula a pedir a ampliação do horário de votação, medida autorizada pelo ministro do STF Cristiano Zanin e cumprida pelo TSE nas seções que ainda estavam abertas.

 

Nunes Marques afirmou que a Justiça Eleitoral continuará apurando eventuais falhas na oferta de transporte e destacou que a gestão do processo eleitoral é atribuição constitucional da instituição. Ao tratar da decisão judicial que prorrogou o horário, o ministro afirmou que a execução exigiu medidas técnicas extraordinárias, mas garantiu que a totalização foi retomada sem alteração nos resultados.

 

Inclusão e participação

 

O presidente do TSE também classificou as eleições de 2026 como um marco de ampliação da participação política de grupos historicamente sub-representados. Segundo ele, a Justiça Eleitoral adotou medidas voltadas à inclusão de mulheres, pessoas negras, indígenas, quilombolas, comunidades tradicionais e pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

 

Na avaliação de Nunes Marques, os esforços envolveram tanto o acesso às candidaturas quanto a criação de condições para que mais cidadãos conseguissem exercer o direito ao voto. Ele citou o programa “Seu Voto Importa” entre as iniciativas destinadas a ampliar a participação eleitoral.

O ministro também informou que o TSE recebeu 2.265 processos originários relacionados às eleições de 2026, incluindo representações e pedidos de direito de resposta. Para ele, o volume de ações evidencia a pressão sobre a Justiça Eleitoral durante as disputas e a necessidade de aprimorar os procedimentos sem comprometer as garantias processuais.

 

Nunes Marques afirmou que o desafio para os próximos ciclos será acelerar a análise das demandas e organizar melhor os fluxos de trabalho, preservando o contraditório, a fundamentação das decisões e o devido processo legal.

 

Ao encerrar o pronunciamento, o presidente agradeceu aos ministros do TSE, aos magistrados e servidores dos tribunais regionais, aos mesários, aos voluntários, às forças de segurança, aos partidos políticos e às entidades responsáveis pela fiscalização. Também destacou a presença de observadores nacionais e internacionais, que acompanharam procedimentos de votação, auditoria e fiscalização.

 

O balanço foi apresentado após um segundo turno marcado pela disputa presidencial entre Lula (PT), que foi reeleito, e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), além de eleições para governos estaduais em cinco estados e no Distrito Federal.

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