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França anuncia ‘toques de recolher’ após caos tomar as ruas do país
Publicado em 19/10/2026 12:05
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O primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, anunciou há pouco a adoção de “toques de recolher” em algumas regiões da França a partir da noite desta segunda-feira (19), após atos de destruição, saques e incêndios registrados em diversas cidades durante o fim de semana.

França anuncia ‘toques de recolher’ após caos tomar as ruas do país

Mais de 500 mil pessoas foram às ruas para protestar contra a alta do custo de vida e a deterioração dos serviços públicos.

 

“Pedi aos prefeitos [autoridades administrativas regionais] que decretassem vários toques de recolher esta noite — toques de recolher parciais”, afirmou o chefe de governo, de centro-direita, após uma reunião de crise. Ele não especificou quais localidades serão afetadas.

 

 

A lista de cidades deve ser divulgada ainda nesta segunda-feira, após consultas entre representantes do governo e prefeitos. Em meio aos atos, um manifestante morreu, quase mil agentes de segurança ficaram feridos e cerca de 2.400 pessoas foram detidas.

 

Em Paris, o Museu do Louvre amanheceu fechado nesta segunda-feira (19) devido a um bloqueio realizado por “estudantes”.

 

O presidente Emmanuel Macron e Lecornu atribuíram a violência a grupos radicais de extrema esquerda e a delinquentes. O líder da esquerda, Jean-Luc Mélenchon, acusou o governo de “incompetência”. Marine Le Pen, representante da direita, publicou um vídeo em que aparece sentada diante da bandeira francesa. Ela culpou o “governo Macron que está sem fôlego, exausto e desorientado”.

 

Os protestos foram motivados pela alta do custo de vida e pela redução do acesso a serviços públicos de qualidade, incluindo a educação. Inicialmente pacíficas, as manifestações se tornaram violentas e caóticas após a entrada de grupos de ativistas e vândalos vestidos de preto e mascarados. Estima-se que 1,5 mil lojas e estabelecimentos comerciais tenham sido saqueados ou destruídos.

 

A polícia de choque usou gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar a multidão. Em diferentes locais, policiais foram vistos agredindo vândalos com cassetetes.

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