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Flávio diz que vai votar a favor do fim da escala 6×1
Publicado em 13/10/2026 11:31
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência, afirmou há pouco que votará a favor da proposta de emenda à Constituição (PEC) que prevê a proibição da escala 6×1 no Brasil. A votação em primeiro turno está prevista para esta quarta-feira (14), no plenário do Senado.

Flávio diz que vai votar a favor do fim da escala 6x1

A declaração foi dada em coletiva após Flávio visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que cumpre pena em regime domiciliar após condenação no caso da suposta “trama golpista”.

 

O senador disse que seu voto seguirá a vontade da maioria dos trabalhadores. “Eu estou rodando o Brasil. A maioria dos trabalhadores quer o fim da 6×1. Vou votar a favor do fim da 6×1, mas a gente defende algo ainda melhor, sempre”, declarou o senador.

 

 

Apesar de apoiar a proposta, Flávio defende uma alternativa que permita a negociação de jornadas flexíveis entre empregadores e empregados. Ele também afirmou que o governo deverá compensar as empresas pelos custos decorrentes da redução da carga horária.

 

Segundo o senador, o modelo defendido por ele daria mais liberdade aos trabalhadores para definir seus horários. “Como que fica a pessoa que trabalha de home office? Isso não está definido na PEC. Como é que fica aquela mãe que não tem com quem deixar o seu filho, só pode trabalhar por exemplo quatro horas por dia, só pode trabalhar de manhã, ou só pode trabalhar de tarde? Vai continuar engessada a jornada dela”, declarou.

 

Flávio classificou a discussão sobre a jornada de trabalho como um “processo de evolução” e afirmou que a ampliação do descanso semanal deve fazer parte desse debate. “A gente tem que fazer com que o trabalhador tenha direito a uma folga maior sim”, completou.

 

O senador também criticou o governo Lula e citou o endividamento de empresas e famílias ao defender que o poder público compense os empregadores pelos custos da mudança. Segundo ele, a redução da jornada pode exigir novas contratações e aumentar o risco de informalidade:

 

“O governo é que vai ter que bancar essa compensação, porque, obviamente, quando você reduz a jornada de trabalho, será necessária a contratação de mais pessoas. Tem o risco de muita gente ir para a informalidade. Então, isso tudo a gente está pesando. Mas, de novo, o meu voto vai ser conforme a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”.

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