Offline
MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
Renan admite derrota e diz que não há direita sem Bolsonaro
Publicado em 05/10/2026 11:30
Últimas Notícias

O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, afirmou neste domingo (4) que não apoiará nem o senador Flávio Bolsonaro (PL) nem o presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições.

Com 98,79% dos votos apurados, Renan ocupava a quarta colocação, com 2.656.451 votos, 2,26% do total. Flávio liderava com 47,24%, enquanto Lula aparecia com 44,91%.

 

Renan classificou o desempenho como “muito ruim” e disse que o resultado ficou distante das expectativas da campanha. Ele também afirmou que o Missão não atingiu a cláusula de desempenho e que a legenda deverá eleger apenas um deputado estadual e um deputado federal no mesmo Estado.

 

 

“Eu não estou nem triste. Você fica triste quando é por pouco, e não foi nem por pouco, foi muito distante do que poderia ter acontecido, foi muito ruim. Apenas muito ruim”, disse.

 

O candidato afirmou que sua decisão não terá peso sobre a disputa presidencial e liberou os integrantes do Missão para escolherem livremente entre os dois candidatos que avançaram ao segundo turno.

 

“Façam o que vocês quiserem. Eu já avisei que não voto em bandido, não recomendo que ninguém vote em bandido. Flávio é bandido, Lula é bandido, mas não faz diferença nenhuma. Façam o que vocês quiserem. A eleição já é do Flávio Bolsonaro”, declarou.

 

Apesar de não anunciar apoio ao candidato do PL, Renan avaliou que Flávio chega ao segundo turno em vantagem e disse acreditar que o senador deve vencer a eleição.

 

Mudança de posição sobre o bolsonarismo

Durante a campanha, Renan tentou apresentar o Missão como uma alternativa de direita ao bolsonarismo. Ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), o candidato buscou construir uma candidatura independente do grupo político de Jair Bolsonaro. Em março, chegou a afirmar que havia uma divisão entre a direita ligada a Flávio e o projeto defendido pelo Missão.

 

Após o resultado das urnas, a avaliação mudou. Renan reconheceu a força eleitoral do bolsonarismo e afirmou que “não há direita no Brasil sem Bolsonaro”.

 

 

O candidato também disse que integrantes do MBL que quiserem deixar o movimento para apoiar o bolsonarismo poderão fazê-lo sem oposição interna.

 

“Qualquer militante do MBL que quiser sair do grupo para virar bolsonarista não enfrentará nenhum tipo de oposição do movimento”

 

Na sequência, Renan reforçou:

 

“A maior parte dos ex-MBL, figuras canalhas, baixíssimas, estão muito nem eleitas […] Quem está no nosso grupo e quiser sair, poderá sair e virar bolsonarista. Vou repetir, não existe direita (no Brasil) para além de Bolsonaro.”

 

Flávio é apontado por Renan como favorito

Ao avaliar o resultado presidencial, Renan destacou a votação obtida por Flávio e afirmou que o candidato do PL construiu uma posição favorável para a segunda etapa da disputa.

 

A avaliação ocorre após uma campanha em que Renan buscou ocupar parte do eleitorado de direita que não se identificava com o bolsonarismo. Pesquisas realizadas antes do primeiro turno mostravam esse espaço dividido entre diferentes candidaturas. Na última rodada da AtlasIntel antes da votação, por exemplo, Renan tinha 4,6% dos votos válidos projetados, enquanto Flávio aparecia com 44,1% e Lula com 47%.

 

 

Em levantamento anterior da mesma empresa, Renan chegava a 27,7% entre eleitores que se identificavam como de direita, mas não como bolsonaristas. Flávio tinha 45,7% nesse segmento.

 

O resultado das urnas encerrou essa disputa com Renan em quarto lugar. O candidato agora afirma que não pretende interferir na escolha dos eleitores do Missão para o segundo turno.

 

Missão fica abaixo da meta

Além do desempenho presidencial, Renan apontou dificuldades para o projeto partidário. Segundo ele, o resultado não correspondeu ao que o grupo esperava para a primeira eleição nacional do Missão.

 

A legenda buscava superar a cláusula de desempenho e ampliar sua presença no Congresso. Com a votação obtida no primeiro turno, Renan afirmou que o partido não alcançou esse objetivo.

 

O candidato também reconheceu que o resultado eleitoral ficou distante do desempenho que projetava antes da votação.

 

A campanha de Renan havia apresentado o Missão como uma alternativa de direita fora do eixo tradicional formado por PT e bolsonarismo. Agora, após o primeiro turno, o próprio candidato afirma que o cenário eleitoral mostrou a permanência da centralidade de Jair Bolsonaro no campo da direita.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!