
O senador Rogério Marinho (PL-RN) e chefe da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta quinta-feira (1º) que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) passaram a atuar como integrantes de uma disputa política. A declaração foi feita durante a live de Flávio, realizada no horário em que ocorreria o debate presidencial da TV Globo.

“É evidente que alguns ministros esqueceram que são juízes, vestiram uma espécie de camisa de torcida de um partido político”, afirmou Marinho.
Na avaliação do senador, decisões judiciais tomadas horas antes do debate interferiram nas condições previamente estabelecidas para o programa e ultrapassaram os limites da atuação do Judiciário no processo eleitoral.
A Globo recebeu duas determinações judiciais antes da transmissão. A ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), proibiu a manutenção do púlpito vazio reservado a Lula (PT) e a formulação de perguntas dirigidas ao candidato ausente. Depois, o ministro Gilmar Mendes, do STF, determinou a participação de Renan Santos (Missão). Diante das mudanças, a emissora cancelou o debate e afirmou que as decisões provocaram “insegurança jurídica” e interferiram na liberdade dos veículos para organizar o programa.
Para Marinho, a resposta ao episódio deve ocorrer nas urnas.
“A maneira de nós nos contrapormos a essa violência, a essa intervenção indevida é através do voto”, declarou.
O senador disse ainda que a reação da população às decisões judiciais seria marcada por “perplexidade” e “revolta”. Durante a transmissão, ele defendeu a eleição de uma bancada capaz de dar sustentação a Flávio no Congresso.
A atuação de Marinho na campanha presidencial ocorre desde janeiro, quando abriu mão da pré-candidatura ao governo do Rio Grande do Norte para assumir a coordenação da campanha de Flávio a pedido do ex-presidente Jair Bolsonaro.
No Senado, Marinho exerce atualmente a liderança da oposição e tem mandato pela Casa até 2031.
A fala ocorreu a três dias do primeiro turno, em uma transmissão organizada por Flávio depois que o candidato decidiu não participar do debate. Em publicação feita antes do cancelamento, Flávio afirmou que não iria ao programa em razão do que classificou como “censura” imposta ao evento.
