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Mendonça fala em ‘PF paralela’ durante discussão com Moraes
Publicado em 15/09/2026 15:26
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O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta terça-feira (15) que existe uma “PF paralela” em atuação no país e que integrantes da Corte são alvo de monitoramento. A declaração ocorreu durante o julgamento que discute a investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master.

Alexandre de Moraes e André Mendonça. Foto: Antonio Augusto/SCO/STF

“Nós temos hoje uma PF paralela, uma PF paralela, com monitoramento de ministros. Não pense que você está salvo não, ministro”, afirmou Mendonça.

 

A declaração ocorreu após um embate entre os ministros sobre a atuação da Polícia Federal. Mendonça havia determinado o afastamento do diretor-geral da corporação, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência, Leandro Almada. No dia seguinte, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois. Diante do conflito entre as decisões, o presidente do STF, Edson Fachin, suspendeu ambas e manteve os integrantes da cúpula da PF nos cargos.

 

O ministro Luiz Fux defendeu a reação de Mendonça e afirmou que a Polícia Federal teria chegado ao ponto de confrontar um integrante do Supremo. Também disse que a corporação poderia estar sendo instrumentalizada contra a Corte.

 

 

“Nunca se imaginou a Polícia Federal peitar um ministro do Supremo Tribunal Federal, e era isso que estava acontecendo, sem prejuízo de ela instrumentalizar posições para degradar a Corte”, afirmou Fux.

 

Antes da manifestação de Mendonça, Gilmar Mendes criticou o afastamento dos integrantes da cúpula da PF e classificou a medida como um “vexame”.

 

“Qualquer cidadão que tenha o mínimo de noção do que significa a Polícia Federal não faria o afastamento de um diretor-geral. É como afastar o diretor da Nasa ou tirar o comandante do Exército. Não se faz. O sujeito tem que se algemar antes de fazer esse tipo de coisa. Tem que pedir a Deus que interceda. Esse tipo de vexame é de uma falta de noção, de uma gravidade que eu jamais vi”, afirmou Gilmar.

 

O julgamento foi convocado para definir os rumos da investigação baseada no relatório da PF sobre as mensagens de Vorcaro atribuídas a Moraes. O plenário também analisa a validade das medidas adotadas no procedimento e o pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) para anular a investigação.

 

O caso envolve mensagens encaminhadas por Vorcaro a Moraes durante o período de crise do Banco Master, entre outubro e novembro de 2025.

 

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