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Mendonça libera caso Moraes-Vorcaro para plenário do STF
Publicado em 07/09/2026 11:16
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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça liberou ontem (06) para julgamento o caso que envolve o relatório da Polícia Federal (PF) com mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão agora depende do presidente da Corte, Edson Fachin, responsável por definir quando o processo será analisado pelo Plenário.

André Mendonça

A liberação ocorre em meio ao embate público entre Mendonça e Moraes. O material teve o sigilo retirado por Mendonça e reúne conversas mantidas entre o ministro e o banqueiro.

 

Em uma das mensagens, enviada em 15 de novembro, dois dias antes da prisão de Vorcaro, o banqueiro citou o nome de um magistrado da Justiça Federal e perguntou a Moraes: “Acha que segunda já tenho que estar fora [do país]?”.

 

 

A Polícia Federal identificou até o momento, nas investigações, uma estrutura clandestina de monitoramento e influência mantida por Vorcaro, abastecida por vazamentos de informações sigilosas do Banco Central e do próprio Judiciário. O vazamento da informação sobre a prisão seria um deles.

 

A análise dos dados extraídos do celular do banqueiro levou a PF a concluir que Vorcaro tomou conhecimento de sua 1ª ordem de prisão preventiva com “significativa antecedência”. A medida foi determinada pela 10ª Vara Federal do Distrito Federal em 17 de novembro de 2025.

 

As mensagens indicam uma relação próxima entre Moraes e Vorcaro. O banqueiro teria recorrido ao ministro em busca de orientação durante a crise que atingiu o Master, liquidado pelo Banco Central (BC) em novembro de 2025 em meio a investigações sobre fraudes bilionárias.

 

O pedido de investigação feito por Mendonça foi posteriormente contestada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que pediu a nulidade do procedimento. A PGR argumentou que a maior parte do relatório da PF era dedicada a Moraes.

 

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, sustenta que ministros do Supremo só podem ser investigados mediante autorização do Plenário da Corte. O próprio Gonet, porém, também aparece citado no material por sua relação com Vorcaro.

 

Com a liberação do processo por Mendonça, Fachin ainda deverá avaliar as manifestações dos envolvidos antes de decidir sobre a inclusão do caso na pauta. O presidente do STF estabeleceu prazo de cinco dias para que as partes se manifestem.

 

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