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Direita vai às ruas em ao menos 15 cidades neste 7 de Setembro
Publicado em 07/09/2026 11:13
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A direita realiza neste 7 de Setembro, Dia da Independência do Brasil, manifestações em ao menos 15 cidades do país. Os atos estão previstos em localidades do Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, com discursos contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e em prol do Brasil.

As manifestações ocorrem neste ano em meio à repercussão das mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Nos diálogos, o banqueiro questionou o ministro sobre o andamento de investigações da Polícia Federal (PF) e perguntou se deveria deixar o país 2 dias antes de ser preso, em novembro de 2025.

 

São Paulo concentra as maiores manifestações previstas para este 7 de Setembro. Na capital paulista, três atos estão programados ao longo do dia, com mobilizações na Avenida Paulista e no Obelisco do Ibirapuera.

 

 

A principal manifestação está marcada para as 15h, na Avenida Paulista. O ato foi convocado pelo senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com os motes “Fora Lula, Fora Moraes” e “É agora ou nunca”. O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e o prefeito Ricardo Nunes (MDB) articulam a participação de cerca de 300 prefeitos.

 

Flávio também publicou um vídeo nas redes sociais no qual pediu a líderes políticos, religiosos e candidatos que mobilizassem apoiadores para a manifestação.

 

Antes, às 9h20, o candidato ao Planalto pelo Novo, Romeu Zema, realiza uma caminhada na Paulista. O percurso começa na esquina com a rua da Consolação e segue até o MASP.

 

Às 11h, Renan Santos, candidato à Presidência pelo Missão e líder do MBL, estará no Obelisco do Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, para um protesto contra o Supremo e os “traidores da nação”.

 

Nos bastidores, Flávio busca evitar manifestações públicas excessivas de aliados contra o Supremo durante o 7 de Setembro. O Jurídico da campanha estabeleceu regras para os discursos e para o conteúdo de cartazes e faixas levados ao evento.

 

A orientação permite críticas políticas firmes ao STF, ao Congresso, ao governo Lula e às demais instituições, além de questionamentos a decisões de ministros, autoridades e órgãos públicos. Também estão autorizadas a defesa de mudanças de leis, decisões e entendimentos por meios constitucionais e democráticos, a expressão de opiniões políticas e ideológicas e a defesa de propostas e posições da campanha.

 

Por outro lado, os participantes não poderão fazer ameaças, ainda que em tom de brincadeira, contra ministros, autoridades ou instituições. Também estão proibidos o incentivo à violência, agressões, invasões ou qualquer ato ilegal, assim como a defesa de ruptura institucional ou de ações para impedir, mediante violência ou grave ameaça, o funcionamento dos Poderes.

 

 

A campanha também orienta que não sejam feitas acusações de crime ou corrupção como fato sem informação verificável que dê suporte à afirmação. A divulgação de informações eleitorais sabidamente falsas ou gravemente descontextualizadas também está vetada, assim como “ataques” ao sistema eleitoral, às urnas e ao TSE.

 

Ainda proíbem ataques relacionados a raça, religião, origem, deficiência ou outras características protegidas e o incentivo ao público para praticar qualquer ato ilícito.

 

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