Offline
MENU
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/113401/slider/9f22fe65968d79b6f45efc1523e4c4aa.png
https://platform-upload.cdn-brlogic.com/113401/slider/80a574611830c0240c40e4d3d91929b3.png
Condenado homem que matou a ex à luz do dia no Bosque dos Buritis em Goiânia
Publicado em 05/09/2026 10:21
Últimas Notícias

Johnatan Rodrigues Barbosa foi condenado a 38 anos e 4 meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira, Cleidslane Henrique de Oliveira, em Goiânia. O crime aconteceu em 18 de novembro de 2025, em frente ao Centro Livre de Artes, no Bosque dos Buritis, Setor Oeste, em Goiânia. O homem foi até o local de trabalho da vítima e a surpreendeu com um golpe de faca. Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), Johnatan não aceitava o fim do relacionamento, encerrado cerca de dois meses antes do crime, e aguardou um momento em que Cleidslane estava sozinha e concentrada no trabalho para atacá-la. Ele era monitorado por tornozeleira eletrônica.

 

 

O relacionamento do casal durou cerca oito meses. Conforme a denúncia, durante esse período, Johnatan tinha comportamento controlador e demonstrava sentimento de posse com frequência. Entre as atitudes apontadas pelo MPGO estavam restrições às roupas usadas pela companheira e discussões relacionadas às despesas da casa. O homem também não teria pago algumas contas da residência, o que levou ao corte dos serviços de água e energia elétrica.

 

Play Video

 

Cerca de dois meses antes do feminicídio, ela decidiu terminar o relacionamento e passou a cobrar do ex-companheiro os valores que estavam pendentes. Para o Ministério Público, Johnatan não aceitava a separação.

 

Leia também

 

 

Mulher é assasinada pelo ex-companheiro no Bosque dos Buritis, em Goiânia

Estudo aponta 316 feminicídios e tentativas em Goiás e acende alerta sobre avanço da violência

Imagem da ocorrência

Feminicídio ocorreu no Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, em novembro de 2025 (Foto: reprodução)

Crime premeditado e à luz do dia

No dia do crime, o homem foi até o local onde a ex-companheira trabalhava e permaneceu nas proximidades observando a vítima. Ele chegou a passar por ela enquanto ela cumprimentava um colega. Enquanto a vítima trabalhava, Johnatan se aproximou de forma inesperada e a atingiu com uma faca no tórax. Em seguida, deixou o local. Ela não resistiu ao ferimento e morreu.

 

Para o MPGO, o crime ocorreu no contexto de violência doméstica e familiar e foi cometido de forma que dificultou qualquer reação. A acusação sustentou que o réu esperou um momento em que a ex-companheira estava sozinha e concentrada no trabalho para atacá-la.

 

Durante o julgamento, a promotora de Justiça Renata de Oliveira Marinho e Sousa defendeu a condenação conforme a decisão de pronúncia. A defesa pediu que a conduta fosse desclassificada de feminicídio para homicídio, mas os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime.

 

 

Na sentença, o juízo considerou especialmente elevada a culpabilidade do réu. Entre os pontos destacados estão o fato de o ataque ter ocorrido no local de trabalho, em plena luz do dia, e a forma como ele teria dissimulado a intenção antes de surpreendê-la.

 

As consequências da morte também pesaram na definição da pena. A vítima deixou um filho de 15 anos, que dependia dela para o próprio sustento. A sentença também considerou o vínculo de carinho e afeto entre os dois.

 

Johnatan que já está preso preventivamente desde a fase anterior ao processo, deverá iniciar o cumprimento da pena em regime fechado.

Comentários
Comentário enviado com sucesso!