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Lula avalia levar governador do RJ ao STF
Publicado em 04/09/2026 12:05
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O presidente Lula avalia indicar o governador do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) antes mesmo das eleições.

Ricardo Couto avança em mudanças com aval do STF no RJ

A possibilidade já foi discutida com o presidente e integrantes da campanha à reeleição. A avaliação é que a escolha de Couto poderia produzir efeitos políticos e eleitorais para o governo.

 

Um dos objetivos seria afastar Lula do desgaste provocado pela exposição das relações entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O nome de um governador com perfil técnico e trajetória na magistratura poderia ser apresentado como uma escolha independente para a Corte.

 

 

Outro efeito esperado é reforçar o discurso de combate à corrupção. Couto assumiu o governo fluminense após o afastamento da cúpula do Estado por suspeitas de corrupção e passou a adotar medidas contra servidores investigados por possíveis vínculos com organizações criminosas e com a chamada banda podre da política do Rio.

 

A indicação também poderia ampliar a presença eleitoral de Lula no Estado. O Rio de Janeiro é o segundo maior colégio eleitoral do país. Pesquisas em poder da campanha petista apontam aprovação superior a 80% para Couto no Estado.

 

A avaliação ocorre em um cenário de disputa acirrada entre Lula e Flávio Bolsonaro pela Presidência. No Rio, Eduardo Paes (PSD), apoiado pelo presidente, lidera alguns cenários para o governo estadual, enquanto Douglas Ruas (PL) aparece em crescimento nas pesquisas.

 

Couto chegou ao governo por ocupar a presidência do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Ele assumiu o cargo depois que o governador, o vice-governador e o presidente da Assembleia Legislativa perderam os postos por suspeitas de corrupção.

 

Antes da possibilidade de indicação ao STF, Couto era cotado para uma vaga no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A atuação à frente do governo, porém, fez seu nome ganhar espaço entre integrantes da campanha e ministros próximos ao presidente.

 

A eventual indicação teria de ocorrer antes da eleição e dependeria da aprovação do Senado, conforme as regras para nomeação de ministros do STF.

 

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