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Nunes Marques: ‘Justiça não possui preferência por candidaturas’
Publicado em 04/09/2026 12:03
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou nesta manhã (04) que a Justiça “não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas“. A declaração ocorreu durante evento da Corte que marcou a conclusão da assinatura digital e da lacração dos sistemas eleitorais que serão usados nas Eleições de 2026.

Nunes Marques toma posse hoje como presidente do TSE

Também participaram do evento o diretor da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, representantes da OAB, do Ministério Público e do próprio TSE.

 

“A Justiça não escolhe vencedores, não interfere na escolha popular e não possui preferência por candidaturas. Nossa paixão é a democracia, nossa missão é cumprir a Constituição e o nosso dever é garantir a vontade soberana do povo brasileiro”, disse Nunes Marques. O ministro acrescentou que “confiança se constrói com compromissos coletivos”.

 

 

Segundo o presidente do Supremo, o procedimento de hoje encerra uma das etapas finais de verificação dos programas destinados às votações do primeiro e do segundo turnos, marcados para 4 e 25 de outubro, respectivamente.

 

Marques afirmou também que “a partir da aposição das assinaturas digitais, não é mais possível efetuar alterações nos sistemas”. De acordo com o presidente, os mecanismos de segurança garantem “a autenticidade e a integridade das versões ora lacradas”.

 

Após a assinatura e a lacração, qualquer alteração nos arquivos modifica a “impressão digital” eletrônica dos programas e pode ser identificada pelos mecanismos de controle.

 

A declaração ocorre em meio à crise no Supremo após André Mendonça revelar um relatório da PF com trocas de mensagens entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Na sequência, Moraes utilizou o inquérito das fake news para acusar Mendonça de crimes e pediu ao presidente da Corte, Edson Fachin, a abertura de um processo contra o colega.

 

Nesta manhã, Fachin determinou que as apurações contra André, solicitadas por Moraes, sejam retiradas do inquérito das fake news e incluídas em outro procedimento aberto pelo próprio presidente do Supremo.

 

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