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Lula é alvo de quatro ações no TSE contra adversários
Publicado em 04/09/2026 12:02
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A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, apresentou quatro representações ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra adversários de Lula na disputa presidencial de 2026. As ações foram protocoladas no sábado (29) e questionam publicações, uso de inteligência artificial, declarações e um evento político na Festa do Peão de Barretos.

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Os principais alvos são Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo). O vereador de São Paulo Lucas Pavanato (PL) também aparece em uma das representações.

 

Campanha de Flávio já havia acionado o TSE

A ofensiva jurídica ocorre poucos dias depois de a campanha de Flávio Bolsonaro recorrer ao TSE para questionar o uso do Palácio da Alvorada por Lula em conteúdo de caráter eleitoral. O pedido foi apresentado na quinta-feira (27).

 

Em outra frente, a federação governista contesta a participação de Flávio na Festa do Peão de Barretos. Segundo a ação, o evento teria utilizado estrutura profissional de som e iluminação e reunido cerca de 60 mil pessoas. Os partidos sustentam que houve um “showmício” custeado por empresas privadas e órgãos estatais.

 

 

Durante o evento, Flávio estava acompanhado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e de outros políticos. O senador declarou ao público que o agronegócio é o coração do país e afirmou que será presidente do Brasil.

 

O público também entoou críticas a Lula, enquanto o locutor apresentou Flávio como “nosso candidato à Presidência do Brasil”. A federação pediu ao TSE a cassação do registro da candidatura de Flávio e a declaração de sua inelegibilidade.

 

Os partidos afirmam que o evento teria ultrapassado os limites de uma atividade cultural e se transformado em ato eleitoral. Na representação, sustentam:

 

“Houve a transformação do que seria um evento cultural, artístico e esportivo em um verdadeiro comício eleitoral em favor dos representados Flávio Bolsonaro e Alfredo Gaspar [candidato a vice]. O eleitor que comprou um ingresso para assistir a shows artísticos foi surpreendido com um verdadeiro ato de campanha eleitoral durante o intervalo”, dizem os advogados eleitorais de Lula.

 

A federação também afirma que a estrutura utilizada configuraria doação indireta de fonte vedada.

 

Vídeo com inteligência artificial entra na ofensiva

Outra representação questiona um vídeo produzido com deepfake que associa Lula à palavra “bandido”. O material foi publicado em 20 de agosto no Instagram, X, TikTok, Facebook e YouTube.

 

Segundo a ação, o conteúdo foi produzido em parceria ou colaboração entre Lucas Pavanato e Flávio Bolsonaro e posteriormente reproduzido por outros usuários, entre eles Romeu Zema. A publicação chegou a 19,6 milhões de visualizações.

 

 

A federação pede a retirada do vídeo em até 24 horas, a proibição de novas republicações e aplicação de multas em caso de descumprimento. Também solicita multa de até R$ 30 mil por cada publicação considerada ofensiva à honra de Lula.

 

PT questiona críticas de Flávio e Caiado

Em outra ação, os partidos acusam Flávio de associar o governo Lula ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV). A representação cita declaração do senador de que a gestão estaria “fechada com o crime organizado”.

 

A declaração ocorreu durante o lançamento da campanha de Flávio na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Um vídeo publicado pelos perfis do candidato ultrapassou 1,7 milhão de visualizações.

 

O PT também acionou o TSE contra Ronaldo Caiado por declarações dadas à Globo e reproduzidas nas redes sociais. O candidato do PSD relacionou Lula e o PT ao narcotráfico.

 

Em entrevista exibida em 25 de agosto, Caiado afirmou que o narcotráfico estaria concentrado na Amazônia “com a conivência do presidente Lula, do governo federal”. Também declarou que “narcotráfico e o PT sempre foram a vida umbilical” e chamou Lula de “o grande agiota no Brasil”, além de dizer que o presidente teria “enrolado” o povo.

 

A federação sustenta que as declarações e publicações questionadas ultrapassam a crítica política e configuram, segundo sua avaliação, divulgação de informações inverídicas e ofensas à honra de Lula.

 

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