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Núcleo do PCC suspeito de lavar R$ 1 bi é alvo de operação
Publicado em 03/09/2026 10:51
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A Polícia Civil de São Paulo (PCSP) deflagrou nesta manhã (03) a Operação Helmintos para desarticular um núcleo ligado ao PCC suspeito de lavar dinheiro do tráfico de drogas e ampliar a influência da organização sobre atividades econômicas e políticas em Praia Grande, na Baixada Santista.

O Comando Vermelho foi alvo da operação mais letal da história do Rio, mas, do outro lado do país, quem também desafia as autoridades é o PCC, e com reforço internacional.

Segundo as investigações, o esquema criminoso teria movimentado valores próximos de R$ 1 bilhão, principalmente por meio da compra de imóveis de alto padrão, empresas e estabelecimentos comerciais.

 

A estrutura investigada reuniria lideranças da organização criminosa, operadores financeiros, intermediários do setor imobiliário e pessoas usadas como “testas de ferro”. Esses integrantes assumiriam formalmente a responsabilidade por bens e negócios para ocultar os verdadeiros proprietários ou controladores.

 

 

A operação cumpre diligências em imóveis residenciais e comerciais, empresas e um setor da administração municipal. Os alvos estão distribuídos entre Praia Grande e Guarujá, no litoral paulista, e Santo André e Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.

 

A Polícia Civil identificou quatro frentes de atuação do grupo: lavagem de dinheiro por meio de negócios imobiliários; controle de quiosques instalados em áreas públicas de Praia Grande; suspeitas de favorecimento em procedimento licitatório municipal; e financiamento ou apoio a agentes políticos eleitos.

 

As apurações também apontam uma possível tentativa de ampliar a influência da organização criminosa sobre setores do Executivo e do Legislativo municipal.

 

Durante a investigação, a Polícia Civil pediu à Justiça a prisão temporária de quatro suspeitos apontados como lideranças e operadores financeiros do esquema. Também foram solicitados mandados de busca e apreensão, bloqueio de contas e investimentos e o sequestro de 29 imóveis vinculados aos investigados.

 

As equipes buscam documentos e contratos, registros financeiros, aparelhos eletrônicos, dinheiro em espécie, armas e outros elementos que possam aprofundar as apurações sobre organização criminosa, lavagem de dinheiro e tráfico de drogas.

 

As investigações são conduzidas pelo Deinter 6 (Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior 6) e permanecem sob sigilo. A Polícia Civil busca identificar outros envolvidos e dimensionar toda a extensão patrimonial, econômica e política do esquema.

 

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