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Efeito Lula: Brasil bate recorde de R$ 180 bi em dívidas sob recuperação judicial
Publicado em 27/08/2026 12:04
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Sob o governo Lula (PT), o Brasil atingiu o maior volume da história em dívidas submetidas a processos de recuperação judicial e extrajudicial, superando R$ 180 bilhões. O recorde é resultado de uma onda de pedidos de reestruturação envolvendo grandes empresas de diferentes setores.

A Braskem protocolou, na última segunda (24), pedido de recuperação extrajudicial para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas. A companhia se juntou a Casas Bahia e outros quatro grandes grupos que recorreram, neste ano, a mecanismos para reorganizar passivos, alongar vencimentos e reduzir a pressão sobre o caixa.

 

Ontem (26), o Grupo Gennius, controlador de Habib’s, Ragazzo e das churrascarias Tendal, entrou em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões. O pedido reúne 178 empresas, incluindo 119 lojas Habib’s, 26 Ragazzo e 6 unidades Tendal, além de franqueadoras, holdings e empresas de apoio. O Habib’s, maior rede de comida árabe do país, opera desde 1987.

 

 

O número de empresas brasileiras em recuperação judicial também atingiu o maior patamar da série histórica do Monitor RGF-BIZDOC, iniciada em julho de 2023. Ao fim de junho, 6.341 companhias estavam nessa situação na base restrita do levantamento, que exclui microempresas, filiais e negócios inativos.

 

O estoque avançou 6,2% no primeiro semestre, abaixo dos 7,3% registrados no mesmo período de 2025. Na base completa, que reúne todos os CNPJs com registro de recuperação judicial, a alta foi de 8%.

 

O cenário financeiro também afetou as falências. Os pedidos voltaram a crescer em 2026, após permanecerem praticamente estáveis no ano passado. Entre os fatores que pressionam as empresas estão juros elevados, crédito caro e dificuldades para renegociar dívidas acumuladas.

 

Entre as grandes companhias, a recuperação extrajudicial ganhou espaço como alternativa para reorganizar passivos. O mecanismo permite negociar dívidas com grupos específicos de credores e tende a ser mais rápido e flexível, mas oferece proteção menos abrangente do que a recuperação judicial.

 

Raízen, GPA e Oncoclínicas estão entre os casos destacados pelo Monitor. A modalidade também foi escolhida pela Braskem para renegociar US$ 10,9 bilhões em dívidas.

 

O agronegócio apresenta a pior evolução financeira entre os setores analisados. O Monitor identificou 1.263 empresas do segmento em recuperação judicial, alta de 21,4% no 1º semestre e de 66% em doze meses. Uma em cada cinco empresas em recuperação judicial pertence ao agronegócio ou à sua cadeia.

 

Na construção civil, 1.105 CNPJs estavam em recuperação judicial ao final de junho, alta de 5,7% em doze meses. O setor também contabiliza 179 empresas falidas, das quais 94 atuavam na construção de edifícios.

 

Segundo o levantamento, incorporadoras recorrem com mais frequência à recuperação judicial para preservar imóveis e projetos. Empreiteiras, por operarem com margens mais estreitas, apresentam maior incidência de falências.

 

 

Entre os casos destacados estão a Rossi Residencial, que teve seu plano aprovado em 2026, e a PDG Realty, cuja reestruturação envolve passivo estimado em 5,7 bilhões de reais.

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