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PF: Luchsinger ‘aparentemente tinha autorização’ para agir em nome de Lulinha
Publicado em 19/08/2026 11:34
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A Polícia Federal (PF) afirma, em relatório produzido em um dos inquéritos que investigam suspeitas de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, que a lobista Roberta Luchsinger, sua amiga íntima e também investigada pela corporação, demonstrava, em diálogos, ter “autorização” para agir em nome do filho mais velho de Lula (PT).

Roberta Luchsinger e a fake news sobre herança de banqueiro suíço

Em uma das conversas, obtidas pelo jornal O Estado de S. Paulo, Luchsinger afirmou a um interlocutor envolvido na prospecção de negócios junto ao governo Lula (PT) que representava Lulinha. “Eles sabem o que eu sou. Eu sou o Fabio”, afirmou.

 

“Aparentemente Roberta tinha autorização para agir em nome dele”, diz trecho do relatório da Polícia Federal (PF) sobre Lulinha.

 

 

O interlocutor no caso era Gustavo Gaspar, ex-assessor do senador Weverton Rocha (MDB-MA), também alvo das investigações sobre suspeitas relacionadas à Farra do INSS. Segundo a PF, ele teria se associado em negócios ao empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, e participado, junto com Luchsinger, da prospecção de negócios no governo.

 

Os diálogos de Luchsinger foram usados pela PF para embasar a abertura de três novos inquéritos destinados a apurar suspeitas de tráfico de influência envolvendo ela e Lulinha no governo de seu pai.

 

Um dos inquéritos investiga possíveis negócios da dupla com o Ministério da Saúde. Outro apura suspeitas relacionadas à Dataprev, empresa de tecnologia do governo federal. Ambos foram distribuídos ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). O terceiro procedimento foi distribuído ao ministro Flávio Dino e também apura tráfico de influência.

 

A PF solicitou a abertura dos inquéritos no fim de julho, com base em provas obtidas durante a investigação sobre desvios no INSS. A investigação da Farra do INSS colheu indícios e começou a apurar se Lulinha seria sócio oculto do Careca do INSS e também apurava se Luchsinger pagou despesas de viagens de Lulinha. Também é investigado se o filho do presidente recebia mesada de Antunes.

 

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