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Análise: Isso não é uma eleição, Lula!
Publicado em 10/08/2026 11:52
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O Estadão noticia sem corar que o jantar de Lula com Davi Alcolumbre na casa de Alexandre de Moraes e com a presença de Cristiano Zanin tratou do acordo político que levou a federação União Progressista a abandonar a campanha de Flávio Bolsonaro e adotar a neutralidade em nível nacional. No Piauí, o PT também não vai atrapalhar a tentativa de reeleição de Ciro Nogueira, que, por sua vez, deixará de fazer oposição ao presidente. A cereja do bolo passa pelo apoio do Palácio do Planalto à reeleição de Hugo Motta no comando da Câmara, caso Lula consiga um quarto mandato presidencial.

Articulação política ou chantagem? O jantar de Lula, Mores e Alcolumbre

Tudo isso seria apenas política, se toda essa conversa não tivesse acontecido na casa de Alexandre de Moraes e na presença de Cristiano Zanin, ex-advogado do petista. Governar com auxílio de ministros do Supremo Tribunal Federal não é governar, é submeter. Podem chamar de articulação, mas a aparência é de chantagem. Todas as figuradas citadas acima, aliás, estão conectados pelo maior escândalo financeiro da história da República, hoje sob a relatoria de André Mendonça, que não estava lá, o que deixa no ar também um cheiro de conspiração.

 

Ciro é o camisa 10 do Centrão, já foi aliado de Lula no passado e passou a última década infiltrado no bolsonarismo. Viajava de férias com Daniel Vorcaro, tinha negócios com o banqueiro e, suspeita-se, abria-lhe a porta do mundo político. Investigadores ligados ao caso dizem que Ciro está para Vorcaro como Augusto Lima está para Jaques Wagner. A diferença é que o baiano desfruta da blindagem institucional do atual regime e não precisa negociar nada e ainda conta com o presidente em seu palanque.

 

 

Alcolumbre tampouco é Ciro, mas tudo indica que também fez negócios com Vorcaro. Mandou no Senado durante o governo Bolsonaro e mandou de novo agora, no governo Lula 3. Seu poder vem das emendas parlamentares que, por obra do destino, hoje estão sob escrutínio de Flávio Dino, outro companheiro de Lula. Todos sabem que, com apenas uma canetada, o leão do Amapá pode virar um cordeirinho domesticado.

 

É um escândalo, eu sei.

 

Mas a imprensa do Sidônio 1.5 bi do PT baiano continuará a noticiar essas ‘articulações’ com a mesma naturalidade com que procura justificativas para um jantar a portas fechadas entre o presidente da República, o presidente do Senado e o vice-presidente do Supremo. A mídia do pix prefere reciclar denúncias falsas de abuso sexual contra Alfredo Gaspar, turbinar boatos de festinhas com Flávio Bolsonaro e só se espanta mesmo quando Flávio Bolsonaro não escolhe uma mulher como vice.

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